Não se julga com ódio no coração
Quando visto a minha toga não tenho inimigos e nem tenho ódio. Quem julga com o coração impregnado de ódio julga mal.
Quando eu colocar a minha toga e me sentar para proferir um voto, vou esquecer as divergências pessoais. Ou assim procedo ou não sou digno da toga que visto.
Mas que fique claro: não participarei de qualquer discussão em plenário ou na Câmara Criminal que não seja em alto nível. Terei, sempre, pelos meus pares a maior tolerância e respeito e deles vou exigir reciprocidade.
Uma discussão sem nível nos coloca muito mal diante da população. Nesse sentido, entendo, por exemplo, que quando um magistrado profere um voto e se lhe viram as costas por entendê-lo cansativo, está-se, de certa maneira, virando as costas para os jurisdicionados.
A urbanidade, a elegância e a tolerância serão a marca da minha atuação. Quem me conhece sabe que não estou blefando.
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