{"id":11430,"date":"2012-02-06T17:55:34","date_gmt":"2012-02-06T20:55:34","guid":{"rendered":"http:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=11430"},"modified":"2012-02-06T17:55:34","modified_gmt":"2012-02-06T20:55:34","slug":"ataque-pessoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=11430","title":{"rendered":"Ataque pessoal"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ofensas gratuitas n\u00e3o s\u00e3o cobertas pela imunidade<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2012-fev-06\/ofensas-gratuitas-nao-sao-cobertas-imunidade-profissional-advogado#autores\">Por Camila Ribeiro de Mendon\u00e7a<\/a><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ofensas gratuitas e sem sentido n\u00e3o s\u00e3o abarcadas pela imunidade profissional do advogado prevista no artigo 133 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A observa\u00e7\u00e3o foi feita pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, titular da 2\u00aa Vara de Bataguassu (MS), ao\u00a0<a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/sentenca-juiz-advogado.pdf\">condenar<\/a>\u00a0um advogado a indenizar um juiz em 100 sal\u00e1rios m\u00ednimos, cerca de R$ 60 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os autos, o advogado, na defesa de sua cliente, escreveu que o juiz era inseguro, incompetente, atrasava audi\u00eancias e n\u00e3o respeitava os advogados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz de Bataguassu concluiu que as \u201cila\u00e7\u00f5es\u201d feitas pelo advogado \u201ccolocaram em d\u00favida a seriedade, a intelig\u00eancia, a capacidade, o respeito e a determina\u00e7\u00e3o\u201d do autor da a\u00e7\u00e3o. Para condenar o advogado, aplicou o artigo 186 do C\u00f3digo Civil, que trata das hip\u00f3teses em que se configura ato il\u00edcito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fundamentar a senten\u00e7a, Marcos comentou sobre a exist\u00eancia de movimentos que procuram colocar a advocacia contra a magistratura. Citou, por exemplo, a \u201cinfeliz\u201d ideia da OAB-SP de criar uma lista de inimigos da advocacia e o projeto de lei em tr\u00e2mite na C\u00e2mara dos Deputados que criminaliza a viola\u00e7\u00e3o \u00e0s prerrogativas da advocacia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz Rodrigo Marcos lembrou que o objetivo comum dos agentes envolvidos no processo deve ser a busca pela Justi\u00e7a, aliada \u00e0 efetiva presta\u00e7\u00e3o jurisdicional pela dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua defesa, o advogado declarou que o processo \u00e9tico-disciplinar em quest\u00e3o \u00e9 sigiloso, portanto, n\u00e3o prosperaria o argumento do autor da a\u00e7\u00e3o, de que houve ofensa p\u00fablica. Segundo ele, n\u00e3o houve a inten\u00e7\u00e3o de ofender, mas apenas de defender a sua cliente, e com isso invocou a imunidade constitucional do advogado no desempenho de sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele afirma que quando foi acompanhar sua cliente na oitiva de testemunhas, o juiz pediu para que fossem at\u00e9 seu gabinete e diante de resposta negativa, insistiu de forma amea\u00e7adora, chegando a amea\u00e7ar sua cliente de pris\u00e3o em flagrante por desacato. O advogado pediu que o juiz autor da a\u00e7\u00e3o fosse condenado por litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O titular da 2\u00aa Vara de Bataguassu n\u00e3o se convenceu com os argumentos apresentados pelo advogado e entendeu que ele extrapolou a sua fun\u00e7\u00e3o. \u201cBastava apenas ao requerido fazer a defesa de sua cliente, se atendo aos aspectos jur\u00eddicos e t\u00e9cnicos que envolviam a quest\u00e3o, mas jamais atacar a pessoa do magistrado\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo o juiz, o fato de o processo ser sigiloso n\u00e3o autoriza o advogado a utilizar-se de termos chulos e inadequados. \u201cDessa forma, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em inexist\u00eancia de dano em virtude de car\u00e1ter sigiloso, pois o dano moral atinge a esfera da intimidade ps\u00edquica, relativa aos valores pessoais do ofendido, que independe de publicidade ou repercuss\u00e3o social, que dado o seu car\u00e1ter subjetivo, n\u00e3o precisa ser provado, pois habita no \u00e2mago do lesado.\u201d<\/p>\n<p><strong>Clique\u00a0<a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/dl\/sentenca-juiz-advogado.pdf\">aqui<\/a>\u00a0para ler a senten\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><a name=\"autores\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"mailto:%63%61%6d%69%6c%61%40%63%6f%6e%73%75%6c%74%6f%72%6a%75%72%69%64%69%63%6f%2e%63%6f%6d%2e%62%72\">Camila Ribeiro de Mendon\u00e7a<\/a>\u00a0\u00e9 rep\u00f3rter da revista\u00a0<strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>.<\/p>\n<p>Revista\u00a0<strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>, 6 de fevereiro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ofensas gratuitas n\u00e3o s\u00e3o cobertas pela imunidade Por Camila Ribeiro de Mendon\u00e7a Ofensas gratuitas e sem sentido n\u00e3o s\u00e3o abarcadas pela imunidade profissional do advogado prevista no artigo 133 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. 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