{"id":11924,"date":"2012-03-20T10:35:05","date_gmt":"2012-03-20T13:35:05","guid":{"rendered":"http:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=11924"},"modified":"2012-03-20T10:35:05","modified_gmt":"2012-03-20T13:35:05","slug":"ma-conduta-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=11924","title":{"rendered":"M\u00e1 conduta profissional"},"content":{"rendered":"<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Mantida condena\u00e7\u00e3o por danos morais a advogado que mentiu para o cliente<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um advogado do Paran\u00e1 foi condenado a pagar R$ 15 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais aos herdeiros de um cliente, porque mentiu sobre o fato de ter sido contratado por ele cerca de 20 anos antes, at\u00e9 mesmo perante o Tribunal de \u00c9tica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O entendimento de primeira e de segunda inst\u00e2ncia foi mantido no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), onde a Terceira Turma negou provimento ao recurso do advogado.<\/p>\n<p>O cliente, hoje falecido, contratou os servi\u00e7os do advogado para propor a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria contra o estado do Paran\u00e1, com o objetivo de solucionar diferen\u00e7as salariais e de gratifica\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s cerca de duas d\u00e9cadas, o cliente procurou o advogado, que negou ter recebido procura\u00e7\u00e3o ou patrocinado alguma demanda judicial em seu nome. Nova advogada contratada pelo cliente fez uma pesquisa e descobriu que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 havia sido ajuizada pelo colega, como foi processada e julgada improcedente, inclusive nos tribunais superiores.<\/p>\n<p>Alegando humilha\u00e7\u00e3o e desgosto suportados pela inverdade do advogado, o cliente entrou na Justi\u00e7a com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. A causa foi julgada procedente tanto na primeira como na segunda inst\u00e2ncia. A decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJPR) concluiu que o ato il\u00edcito ficou configurado e, declarando que o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC) \u00e9 aplic\u00e1vel ao caso, considerou o pedido do autor procedente.<\/p>\n<p>Insatisfeito, o advogado recorreu ao STJ alegando a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do direito do autor da a\u00e7\u00e3o e a n\u00e3o aplicabilidade do CDC nos contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os advocat\u00edcios, entre outros argumentos. Entretanto, o relator do processo, ministro Sidnei Beneti, n\u00e3o acolheu as teses do recorrente.<\/p>\n<p>Em seu voto, o ministro explicou: \u201cNo que se refere \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, o ac\u00f3rd\u00e3o do TJPR encontra-se alinhado com a jurisprud\u00eancia desta Corte, ao entendimento de que, sendo a a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o fundada no direito comum, incide a prescri\u00e7\u00e3o vinten\u00e1ria, pois o dano moral, neste caso, tem car\u00e1ter de indeniza\u00e7\u00e3o, e pela regra de transi\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser aplicado o novo prazo de prescri\u00e7\u00e3o previsto no artigo 206 do novo C\u00f3digo Civil \u2013 ou seja, o marco inicial da contagem \u00e9 o dia 11 de janeiro de 2003, data da entrada em vigor do novo c\u00f3digo, e n\u00e3o a data do fato gerador do direito.\u201d<\/p>\n<p>Coordenadoria de Editoria e Imprensa<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mantida condena\u00e7\u00e3o por danos morais a advogado que mentiu para o cliente Um advogado do Paran\u00e1 foi condenado a pagar R$ 15 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais aos herdeiros de um cliente, porque mentiu sobre o fato de ter sido contratado por ele cerca de 20 anos antes, at\u00e9 mesmo perante o Tribunal de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-11924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-juridicas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pokay-36k","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11924"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11924\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11925,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11924\/revisions\/11925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}