{"id":12624,"date":"2012-05-17T21:35:50","date_gmt":"2012-05-18T00:35:50","guid":{"rendered":"http:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=12624"},"modified":"2012-05-17T21:35:50","modified_gmt":"2012-05-18T00:35:50","slug":"identidade-fisica-do-juiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=12624","title":{"rendered":"Identidade f\u00edsica do juiz"},"content":{"rendered":"<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/17650_ogfernandes28112008.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12625\" title=\"17650_ogfernandes28112008\" src=\"http:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/17650_ogfernandes28112008-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/17650_ogfernandes28112008-300x199.jpg 300w, https:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/17650_ogfernandes28112008.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Defesa n\u00e3o consegue anular a\u00e7\u00e3o com base no princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">De acordo com o princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz, previsto no artigo 399, par\u00e1grafo 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP), a senten\u00e7a dever\u00e1 ser proferida pelo mesmo magistrado que presidiu a instru\u00e7\u00e3o processual. Entretanto, em casos excepcionais, legalmente previstos, \u00e9 admitido que outro juiz o fa\u00e7a, sem que haja ofensa \u00e0quele princ\u00edpio.<\/p>\n<p>Com esse entendimento, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou habeas corpus impetrado em favor de homem que foi condenado por tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>Ele foi preso em flagrante e, posteriormente, condenado a cinco anos de reclus\u00e3o, em regime fechado, e 500 dias-multa. O Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) manteve a senten\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Prova emprestada<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNo habeas corpus impetrado no STJ, a defesa sustentou que houve ofensa ao princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz, visto que uma magistrada presidiu a instru\u00e7\u00e3o criminal e outra prolatou a senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Segundo a defesa, a ju\u00edza sentenciante admitiu a juntada emprestada de c\u00f3pia de outro processo, cujos fatos n\u00e3o teriam liga\u00e7\u00e3o com a a\u00e7\u00e3o penal em quest\u00e3o. Sustentou que, sem provas concretas, a condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ter sido imposta.<\/p>\n<p>Pediu, caso n\u00e3o fosse aceita a tese de nulidade, a aplica\u00e7\u00e3o do redutor de pena previsto no artigo 33, par\u00e1grafo 4\u00ba, da Lei Antidrogas (Lei 11.343\/06), com a consequente substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade por restritivas de direito.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise profunda<br \/>\n<\/strong><br \/>\nPara o ministro Og Fernandes, relator do habeas corpus, a alega\u00e7\u00e3o de que houve ofensa ao princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz \u00e9 improcedente, pois ele verificou nos autos que a magistrada sentenciante presidiu parte da instru\u00e7\u00e3o processual, ouvindo, inclusive, as testemunhas de defesa.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que a ju\u00edza que conduziu a instru\u00e7\u00e3o no in\u00edcio era substituta e, portanto, estava exercendo o of\u00edcio temporariamente, ao contr\u00e1rio da magistrada que a sucedeu, que assumiu como titular.<\/p>\n<p>Para o relator, a senten\u00e7a foi exaustivamente fundamentada quanto \u00e0 materialidade e \u00e0 autoria do crime, tanto com provas testemunhais, como com outros elementos produzidos no processo criminal e submetidos ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ele verificou que a ju\u00edza sentenciante, embora n\u00e3o tenha sido a respons\u00e1vel pela tomada dos depoimentos das testemunhas de acusa\u00e7\u00e3o, analisou os autos de maneira profunda, o que lhe permitiu, inclusive, perceber alguma contradi\u00e7\u00e3o nos depoimentos.<\/p>\n<p><strong>Pedido rejeitado<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a mesma ju\u00edza extraiu de outro processo, relativo \u00e0 namorada do r\u00e9u, trechos de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas que revelaram que o condenado continuava a comandar o narcotr\u00e1fico, mesmo preso. \u201cA prova emprestada tem plena validade\u201d, disse Og Fernandes.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao pedido de redu\u00e7\u00e3o da pena, o ministro afirmou que, na via do habeas corpus, a decis\u00e3o que afastou a aplica\u00e7\u00e3o da minorante prevista na Lei 11.343\/06 \u2013 em raz\u00e3o de evid\u00eancias que confirmaram que o r\u00e9u se dedicava a atividades criminosas \u2013 n\u00e3o poderia ser contestada.<\/p>\n<p>Og Fernandes citou precedente segundo o qual, \u201cpara concluir que o condenado n\u00e3o se dedicava a atividades il\u00edcitas, necess\u00e1rio o revolvimento de todo o conjunto f\u00e1tico-probat\u00f3rio colacionado durante a instru\u00e7\u00e3o criminal, o que \u00e9 incab\u00edvel na via estreita do remedido constitucional\u201d (HC 101.476).<\/p>\n<p>Por fim, concluiu que seria invi\u00e1vel a substitui\u00e7\u00e3o da pena, em raz\u00e3o de ultrapassar quatro anos de reclus\u00e3o. A Sexta Turma, em decis\u00e3o un\u00e2nime, negou o pedido de habeas corpus.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defesa n\u00e3o consegue anular a\u00e7\u00e3o com base no princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz De acordo com o princ\u00edpio da identidade f\u00edsica do juiz, previsto no artigo 399, par\u00e1grafo 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP), a senten\u00e7a dever\u00e1 ser proferida pelo mesmo magistrado que presidiu a instru\u00e7\u00e3o processual. 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