{"id":5572,"date":"2010-10-31T01:55:15","date_gmt":"2010-10-31T01:55:15","guid":{"rendered":"http:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=5572"},"modified":"2011-01-19T10:08:23","modified_gmt":"2011-01-19T13:08:23","slug":"deu-no-site-ig","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=5572","title":{"rendered":"Abuso sexual"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Li no <a href=\"http:\/\/delas.ig.com.br\/comportamento\/fui+abusado+por+minha+professora+aos+11+anos\/n1237815037345.html\">IG<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cFui abusado por minha professora aos 11 anos\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Davi Castro, 28, foi v\u00edtima de abuso sexual. Ele relata o caso no livro \u201cTia Rafaela\u201d e tamb\u00e9m ao iG<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando conheci a Rafaela, eu tinha 11 anos de idade. Era uma crian\u00e7a simples de fam\u00edlia simples. Ela, uma mulher de 24 anos casada e m\u00e3e de um filho, de fam\u00edlia de poder aquisitivo alto. Nos conhecemos na escola, ela a professora e eu o aluno.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tudo come\u00e7ou com uma amizade. Nos finais da aula, ela me chamava pra acompanh\u00e1-la at\u00e9 a academia do marido dela, onde pass\u00e1vamos as tardes. Me levava para passear com ela nos finais das aulas e algumas vezes me convidava para ir na sua casa. Assim, aos poucos, ela me seduzia e ganhava minha confian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As brincadeiras dela eram sempre de pegar, a gente fazia c\u00f3cegas nos joelhos e ganhava quem aguentava mais tempo sem rir. Um dia ela perguntou se eu sabia trocar bala. Eu n\u00e3o sabia. Ent\u00e3o ela tirou uma bala da bolsa, colocou na boca e disse que eu tinha que tirar com a minha. Foi nosso primeiro beijo. Um tempo depois ela me levou ao clube. Entrou comigo na sauna e come\u00e7ou a se esfregar em mim. Numa dessas sa\u00eddas, fomos a uma exposi\u00e7\u00e3o de c\u00e3es com o marido e a filha dela. De repente, ela disse que estava passando mal e voltou para casa comigo, deixando eles l\u00e1. Sozinhos em casa, ela fez sexo comigo. Eu tinha onze anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nessa \u00e9poca, minha m\u00e3e tinha ido morar em Florian\u00f3polis com minha irm\u00e3, e eu vivia com minha av\u00f3 paterna em Belo Horizonte, cidade em que tamb\u00e9m morava meu pai. Minha av\u00f3 percebeu a aproxima\u00e7\u00e3o e a mal\u00edcia dela. Foi \u00e0 escola tirar satisfa\u00e7\u00e3o. Rafaela me contou isso e eu resolvi deixar minha av\u00f3 e ir morar com meu pai. Mas ele estava mudando de bairro e eu teria que mudar de escola. Ela ent\u00e3o ofereceu a meu pai a casa para eu ficar at\u00e9 o final do ano, com promessas de qualidade de vida e tudo mais. Ele aceitou e eu fui morar com ela. Meu pai n\u00e3o aceitava a desconfian\u00e7a da minha av\u00f3, nem a situa\u00e7\u00e3o que estava diante dos olhos dele. Achava que, se isso fosse verdade, era quase um orgulho masculino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando me dei conta, j\u00e1 estava morando em sua casa com a promessa de um futuro melhor, promessas estas que n\u00e3o s\u00f3 me convenceram, como tamb\u00e9m convenceram meus pais. J\u00e1 n\u00e3o era mais seu aluno, e sim seu amante dentro de sua pr\u00f3pria casa. Quando eu a conheci me senti amparado, parecia ter encontrado uma fada-madrinha. Era gostoso receber seus carinhos, afinal eu era uma crian\u00e7a que havia perdido a aten\u00e7\u00e3o da minha fam\u00edlia. Ao ir morar na casa da Rafaela tive a sensa\u00e7\u00e3o de que eu era uma crian\u00e7a com padr\u00f5es de vida completamente diferentes daqueles que eu estava acostumado a ter.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Minha cabe\u00e7a ficava confusa quando eu tinha que lidar com a situa\u00e7\u00e3o dela ter um marido dentro de casa, n\u00e3o conseguia muito conviver com este tri\u00e2ngulo amoroso. Desde o in\u00edcio ela me pediu e me ensinou a esconder de todo mundo. Piorou quando eu descobri que iria ser pai, mas que para todos t\u00ednhamos que dizer que o pai era o Marcelo, seu marido. Me sentia amado todas as vezes que ela dizia me amar, afinal uma crian\u00e7a n\u00e3o sabe distinguir amor de sacanagem. Ela me dizia que n\u00e3o tinha mais rela\u00e7\u00f5es com o marido, que jamais me trairia. Um dia eu ouvi os dois, e pela primeira vez na vida senti ci\u00fame. Me bateu um desespero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o sei se ela fazia isso tamb\u00e9m com outros meninos ou com a filha, nunca vi nada. Mas percebi que muitos outros meninos da escola mandavam bilhetinhos para ela, que recebia e ia l\u00e1 falar com eles. Tinha uma necessidade de mostrar que era amada e desejada, e contava tudo para mim, inclusive que fulano passou a m\u00e3o na bunda dela. O que eu via era um romance, eu era crian\u00e7a e vivi aquilo como um romance.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E aos 13 anos de idade me tornei pai de seu segundo filho. A imaturidade e a inoc\u00eancia n\u00e3o me deixaram perceber o poder de manipula\u00e7\u00e3o que ela tinha sobre mim. Desde que ela suspeitou da gravidez, disse que era meu e que ter\u00edamos que registrar como se fosse do marido dela. Fui com ela ao laborat\u00f3rio pegar o exame. Tenho certeza absoluta de que o filho \u00e9 meu. Criando ele eu tive a certeza disso, e olhando para ele eu me vejo diante de um espelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Estava t\u00e3o confuso que, nessa \u00e9poca, contei tudo para minha irm\u00e3. Quando minha fam\u00edlia descobriu, todos ficaram muito chocados, pois era dif\u00edcil acreditar que um ser humano pudesse ser capaz de um ato t\u00e3o hediondo. Meu pai n\u00e3o conseguia acreditar, porque o orgulho de ter um &#8220;filho macho&#8221; n\u00e3o o deixava ver a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Minha m\u00e3e, que tamb\u00e9m estava gr\u00e1vida, quase perdeu o beb\u00ea de t\u00e3o abalada que ficou com toda a hist\u00f3ria. Ou seja, minha fam\u00edlia ficou completamente desestruturada e com uma grande sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia, j\u00e1 que ela \u00e9 filha de juiz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A manipula\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o bem feita que mesmo ap\u00f3s a den\u00fancia feita pela minha m\u00e3e eu ainda permaneci ao lado da Rafaela. Fiquei contra meus pais, mesmo depois de in\u00fameras tentativas de minha m\u00e3e de nos separar. Vivi com a Rafaela oito anos. Em 2002, com 19 anos, oficializamos o casamento em uma igreja e trinta dias depois eu tive uma enorme e incontrol\u00e1vel necessidade de resgatar todo o tempo que me foi roubado da minha adolesc\u00eancia por ela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando olho para o passado, sinto que fui induzido a cometer atos que eu nem mesmo sabia o que significavam. Vi a justi\u00e7a se omitir por ela ter um pai juiz e nada ser feito de acordo como a lei manda. Perdi meus valores, esqueci meus princ\u00edpios e nem mesmo sabia quem eu era. Sa\u00ed desta rela\u00e7\u00e3o sozinho, querendo me descobrir. Tratei de me resgatar para evitar todas as sequelas, at\u00e9 mesmo aquelas que ainda n\u00e3o haviam aparecido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De agora para frente quero respeitar minha fam\u00edlia acima de tudo, constituir uma rela\u00e7\u00e3o dentro dos valores e respeito com quem amo e admiro de verdade. Tornar real a conviv\u00eancia com meu filho e ensinar a ele tudo o que aprendi e o que \u00e9 correto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Hoje ainda tenho um processo de reconhecimento de paternidade correndo em segredo de Justi\u00e7a, j\u00e1 que o menino foi registrado pelo marido dela e ela n\u00e3o compareceu a nenhum dos oitos exames de DNA marcados pelo juiz. Ent\u00e3o nunca mais vi meu filho depois que nos separamos. Mas tenho uma rela\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com ele, aqui bem dentro do meu peito. Sonho com ele todas as noites e quando acordo sinto-me cada vez mais pr\u00f3ximo dele. Hoje com paz no cora\u00e7\u00e3o sei esperar pelo dia em que este reencontro deixar\u00e1 de ser uma utopia e se tornar\u00e1 realidade.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #0f0032;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica; line-height: normal; font-size: 12px; color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li no IG \u201cFui abusado por minha professora aos 11 anos\u201d Davi Castro, 28, foi v\u00edtima de abuso sexual. Ele relata o caso no livro \u201cTia Rafaela\u201d e tamb\u00e9m ao iG Quando conheci a Rafaela, eu tinha 11 anos de idade. Era uma crian\u00e7a simples de fam\u00edlia simples. 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