{"id":9784,"date":"2011-10-13T22:03:22","date_gmt":"2011-10-14T01:03:22","guid":{"rendered":"http:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=9784"},"modified":"2011-10-13T22:04:48","modified_gmt":"2011-10-14T01:04:48","slug":"noticias-do-stf-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/?p=9784","title":{"rendered":"Noticias do STF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Empate adia decis\u00e3o sobre norma mais branda para crimes de tr\u00e1fico<\/strong>\u00a0<\/span><\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/arquitetura-fotos-brasil-supremo-tribunal-federal-fachada-principal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9786\" title=\"arquitetura-fotos-brasil-supremo-tribunal-federal-fachada-principal\" src=\"http:\/\/joseluizalmeida.com\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/arquitetura-fotos-brasil-supremo-tribunal-federal-fachada-principal-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Ap\u00f3s empate no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE 596152), nesta quinta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (SFT) decidiu adiar seu posicionamento quanto \u00e0 possibilidade de aplicar de forma retroativa a causa especial de diminui\u00e7\u00e3o da pena contida no par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 33 da Lei 11.343\/2006 (nova Lei de Drogas) a crimes cometidos na vig\u00eancia da Lei 6.368\/1976 (antiga Lei de Drogas). O Plen\u00e1rio optou por aguardar o voto do ministro que preencher\u00e1 a vaga da ministra Ellen Gracie, aposentada em agosto \u00faltimo, para se posicionar de forma definitiva sobre a mat\u00e9ria discutida no recurso em quest\u00e3o, por tratar-se de tema com repercuss\u00e3o geral reconhecida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Apesar disso, em rela\u00e7\u00e3o ao caso concreto analisado no RE, o Plen\u00e1rio negou provimento ao recurso, mantendo o ac\u00f3rd\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que aplicou o referido dispositivo ao caso de um pequeno traficante condenado sob vig\u00eancia da antiga lei. A decis\u00e3o foi tomada com base no artigo 146, par\u00e1grafo 1\u00ba, do Regimento Interno do STF, segundo o qual, nas situa\u00e7\u00f5es de empate, prevalecer\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u. No entanto, como a decis\u00e3o definitiva sobre a mat\u00e9ria depender\u00e1 do voto de novo ministro a compor a Corte, o Supremo ainda n\u00e3o firmou entendimento a ser adotada pelos demais tribunais, conforme prev\u00ea o instituto da Repercuss\u00e3o Geral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No RE 596152, prevaleceu a diverg\u00eancia aberta pelo presidente do STF, ministro Cezar Peluso, e seguida pelos ministros Ayres Britto, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Os cinco negaram provimento ao recurso requerido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), mantendo a decis\u00e3o do STJ que aplicou de forma retroativa a causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena contida na nova lei de drogas, em respeito ao princ\u00edpio constitucional que permite a retroatividade da lei penal mais ben\u00e9fica ao r\u00e9u.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para os ministros, n\u00e3o h\u00e1 obst\u00e1culo legal \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o retroativa do referido dispositivo, o qual permite que a pena seja reduzida de um sexto a dois ter\u00e7os nos casos em que o condenado seja prim\u00e1rio, tenha bons antecedentes, n\u00e3o se dedique \u00e0s atividades criminosas nem integre organiza\u00e7\u00e3o criminosa. \u201cO prop\u00f3sito claro da lei foi punir de maneira menos severa pessoas nas condi\u00e7\u00f5es nela disciplinada sem nenhuma correla\u00e7\u00e3o, por si, com as novas penas aplic\u00e1veis ou aplicadas\u201d, ressaltou Peluso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O ministro Ayres Britto acrescentou que a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da referida norma \u00e0 pena mais branda prevista na antiga Lei de Drogas n\u00e3o se trata da conjuga\u00e7\u00e3o de duas leis em uma terceira, conforme alegara o MPF. Para ele, o benef\u00edcio previsto no par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 33 da nova legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito, n\u00e3o podendo, portanto, ser comparado com a lei anterior. \u201cEsse tema tem que ser, necessariamente, examinado \u00e0 luz do princ\u00edpio constitucional da aplicabilidade da lei penal mais ben\u00e9fica\u201d, manifestou o ministro Celso de Mello, tamb\u00e9m favor\u00e1vel \u00e0 posi\u00e7\u00e3o defendida pela diverg\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nesta quinta-feira (13), o ministro Luiz Fux, proferiu seu voto vista (<strong><a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/arquivo\/cms\/noticiaNoticiaStf\/anexo\/RE596152.pdf\"><span style=\"color: #000000;\">leia a \u00edntegra<\/span><\/a><\/strong>) pelo provimento do recurso, reiniciando o julgamento do RE suspenso desde 26 de maio deste ano. Fux filiou-se \u00e0 corrente aberta pelo relator do RE, ministro Ricardo Lewandowski, em 2 de dezembro de 2010 (quando teve in\u00edcio o julgamento do RE), e acompanhada pelos ministros Joaquim Barbosa, C\u00e1rmen L\u00facia e Marco Aur\u00e9lio. Segundo Fux, o fator redutor da pena, previsto no par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 33 da Lei 11.343\/2006, n\u00e3o pode ser aplicado de forma dissociada da penalidade prevista no\u00a0<em>caput\u00a0<\/em>do mesmo artigo, que prev\u00ea um m\u00ednimo de cinco anos e m\u00e1ximo de 15 anos de reclus\u00e3o para o crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A retroatividade isolada da norma, e sua poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 penalidade m\u00ednima prevista para o crime de tr\u00e1fico na antiga legisla\u00e7\u00e3o (tr\u00eas anos), no entendimento do ministro\u00a0 Luiz Fux, vai favorecer aqueles que praticaram o delito antes da nova legisla\u00e7\u00e3o, em detrimento dos que delinquiram ap\u00f3s o advento da lei de drogas de 2006, conferindo uma verdadeira afronta ao princ\u00edpio constitucional da isonomia. Isso far\u00e1 com que \u201cduas pessoas que praticaram o mesmo fato delituoso, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, recebam penas distintas, apenas em raz\u00e3o do tempo em que o crime foi levado a cabo\u201d, destacou Fux.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O ministro Marco Aur\u00e9lio, favor\u00e1vel \u00e0 mesma tese, acrescentou que reconhecer a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do dispositivo de forma isolada configuraria uma afronta \u00e0 op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica normativa feita com a Lei 11.343\/06, que buscou conferir maior rigor no combate ao tr\u00e1fico de drogas, ao exacerbar as san\u00e7\u00f5es aplicadas a quem cometer o delito.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MC\/AD<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empate adia decis\u00e3o sobre norma mais branda para crimes de tr\u00e1fico\u00a0 Ap\u00f3s empate no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE 596152), nesta quinta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (SFT) decidiu adiar seu posicionamento quanto \u00e0 possibilidade de aplicar de forma retroativa a causa especial de diminui\u00e7\u00e3o da pena contida no par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 33 da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-9784","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-juridicas"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pokay-2xO","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9784"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9787,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9784\/revisions\/9787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9784"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joseluizalmeida.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}