Noticia-se mais uma aposentadoria compulsória de um colega, pelo CNJ.
É assim: nós não cumprimos a nossa parte, e deixamos, por via de consequência, que o CNJ nos dê lições.
Ainda recentemente, dois casos graves envolvendo colegas foram sepultados pelo TJ/MA. Se chegarem ao CNJ, haverá reversão; tenho quase certeza.
A propósito, hoje, no Pleno, um colega sintetizou a minha história, depois de eu ter votado pela abertura de um PAD em face de um juiz de primeira instância, a uma acusação descabida: “O desembargador José Luiz Almeida só pensa em abrir processo” contra os colegas, a me colocar, claro, em situação desconfortável, mas que a mim não me preocupa.
Na primeira intervenção, após essa manifestação, fiz questão de externar a minha indignação com esse tipo de acusação, pois a minha história no Poder Judiciário vai mundo além disso. Mas o fiz como sei fazer: educadamente, mantendo-me no nível que entendo deva estar um magistrado. O curioso é que, além do meu voto, outros colegas votaram pela abertura do PAD, mas não houve qualquer manifestação tendente a deslustrar a sua posição. Estranho, não?
Aproveito para reafirmar: sempre que houver indícios de desvio de conduta, votarei pela abertura de processo administrativo. E vou repetir o que disse hoje na sessão: Tribunal de Justiça não é um clube de amigos. Nós somos magistrados e temos que trabalhar para ser respeitados. Por isso, todos que agirem ao arrepio da lei, devem ficar certos que manterei a mesma postura de sempre, pouco me importando com a insatisfação de quem quer que seja.
Registro, mais uma vez, que estou sempre esperando que os colegas respeitem os meus votos, assim como eu tenho respeitado o de todos, muito embora, muitas vezes, os receba tomado de estupefação.


