A limpeza prossegue

Operação Judas

 STJ afasta desembargadores do RN

18/4/2012

O ministro Cesar Asfor Rocha, do STJ, determinou, ad referendum da Corte Especial, o afastamento cautelar dos ex-presidentes do TJ/RN Osvaldo Soares da Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, acusados de envolvimento no esquema de desvio de recursos do setor de precatórios do Tribunal. Ambos os desembargadores negam as acusações.

O ministro, relator do inquérito que apura as denúncias envolvendo os dois magistrados, leva a decisão à apreciação da Corte Especial do STJ na tarde de hoje.

Entenda o caso

Em janeiro deste ano, o TJ/RN pediu o apoio do MP/RN para investigar indícios de irregularidades na Divisão de Precatórios do Tribunal.

 A ação foi batizada de “Operação Judas” e cinco pessoas supostamente envolvidas nas fraudes, que chegam à soma de aproximadamente R$ 13 mi, foram presas.

No mês passado, o STJ negou pedido de HC aos envolvidos no escândalo e, no último dia 20, o MP firmou um termo de colaboração premiada com a ré Carla Ubarana Leal, ex-chefe da Divisão de Precatórios do TJ/RN. Ela teria incluído o nome de dois desembargadores da Corte potiguar no esquema de desvio de recursos de precatórios. Com o acordo, a prisão preventiva de Carla Ubarana e seu marido, George Leal, também participante da prática corrupta, foi convertida em prisão domiciliar.

Providência

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, informou que vai propor ao Plenário do CNJ abertura de PAD a respeito das denúncias já na próxima sessão do Conselho, prevista para o dia 8/5.

Processo: 0105143-26.2012.8.20.0001

Fonte: Migalhas Jurídicas

O que eles disseram

Do Ministro Cézar Peluso, próximo da aposentadoria, criticando os seus pares, a propósito da Lei da ficha limpa, em entrevista ao Consultor Jurídico:

” O meu voto foi claro. Acho que é legitimo que a sociedade exija candidatos com bons antecedentes e que tente restringir as possibilidades de corrupção e desvio de funções. Isto é legitimo. Concordei com tudo isso, mas o que não posso concordar é em aplicar uma lei para fatos já praticados. Disse isso no meu voto e repito: nem durante a ditadura militar houve tal medida. Não conheço nenhum lugar no mundo, [enfático] nem na Rússia comunista se fez isso: criar uma lei para qualificar um ato já praticado. Não concordo. Já ouvi opiniões de advogados e o que eles me disseram foi o seguinte “Não se impressione com uma decisão tão estranha e tão esdrúxula, pois nunca mais tomarão outra igual”.

Agora, as promoções

TJMA instala 5ª câmara cível

Presidente do TJMA assina ata de instalação da 5ª Vara Cível

 

O Tribunal de Justiça do Maranhão instalou nesta terça-feira (17), às 12h, a 5ª Câmara Cível, criada pela Lei Complementar Nº 145, de 12 de março de 2012. Com a instalação, o TJMA passa a funcionar com oito câmaras isoladas, sendo cinco cíveis e três criminais.

O ato solene de instalação, presidido pelo desembargador Antonio Guerreiro Júnior, presidente do TJMA, ocorreu com a leitura da ata pelo desembargador decano, Antonio Bayma Araújo, seguida da assinatura pelos magistrados presentes.

As câmaras criminais processam e julgam, aproximadamente, um terço do volume da demanda junto às câmaras cíveis. A instalação da 5ª Câmara Cível  foi aprovada por decisão plenária administrativa no dia 28 de março de 2012, em razão da grande demanda de processos dessa natureza. Os integrantes do novo órgão julgador serão definidos após a abertura do processo de remoção dentre os desembargadores interessados.

“O trabalho judiciário necessita, há algum tempo, de mais uma câmara cível. Agora vamos poder dar mais atenção aos nossos jurisdicionados, numa demonstração de que temos interesse em fazer a Justiça crescer”, destacou o presidente Guerreiro Júnior.

Segundo o corregedor-geral da Justiça, desembargador Cleones Cunha, com a instalação da 5ª Câmara, o Tribunal terá mais agilidade no julgamento dos processos para atender à demanda com a rapidez que o jurisdicionado espera.

“O TJMA julga muito rapidamente, mas o número de processos tem aumentado substancialmente, ano a ano, e a instalação da câmara vem facilitar a prestação jurisdicional”, disse.

Participaram da solenidade os juízes auxiliares da presidência Kleber Costa Carvalho e José Nilo Ribeiro Filho; e os juízes de Direito Raimundo Barros e José Ribamar Heluy, que assinaram a ata de instalação.

Helena Barbosa
Assessoria de Comunicação Social do TJMA
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O que eles disseram

Ministro César Peluso, em entrevista ao jornalista Felipe Seligman, da Folha.com, sobre o julgamento do Mensalão:

Já começou a pensar no voto?

Mais do que pensar.

Pessoas próximas aos réus estão torcendo para que o sr. se aposente antes do julgamento, pois seria um voto pela condenação. Como vê isso?

Ao contrário, acho que minha imagem em questões penais é de um juiz garantista, um juiz liberal. Não sei de onde eles tiraram essa presunção de que sou muito rígido.

O sr. avalia que o julgamento tem que acontecer logo?

Sim. Primeiro, por um motivo político. Estamos em ano eleitoral e não convém que esse julgamento seja próximo das eleições para não interferir no curso da campanha. Também é preciso prevenir o risco de eventual prescrição. Além disso, a opinião pública pressiona muito. É uma demanda de uma boa parcela da sociedade que esse caso seja esclarecido mais rápido.

Então convém ao ministro Lewandowski liberar o voto o mais rápido possível?

Não sei o que convém e o que não convém a ele. Se fosse comigo, procuraria ser o mais expedito possível para me livrar desse constrangimento.

É consenso entre os ministros de que precisa ser logo agora o julgamento?

Sem dúvida. Estão todos de acordo com isso.

Leia entrevista completa folha.com

A maioria merece o reconhecimento

Ministro Carlos Ayres Brito, o Estado de São Paulo, de hoje, sobre os pagamentos feitos a magistrados, além da folha de pagamento:

“Isso não é característica do Judiciário. Se aconteceu é pontual. O Judiciário, como estrutura, não pratica isso. Honestamente, o Brasil tem um Poder Judiciário de qualidade, é preparadíssimo tecnicamente. Nosso Judiciário é de uma devoção incomparável. Ninguém trabalha tanto quanto os membros do Poder Judiciário. Tanto que é proibido pagar hora extra. Porque não haveria orçamento que suportasse. Como característica central, o Judiciário é de orgulhar o Brasil”

É tempo de recomeçar

Justiça Restaurativa previne violência entre detentos

No Presídio Central de Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul, 31 detentos participam do Curso Básico de Fundamentos e Práticas em Justiça Restaurativa. O curso os ensina a controlar a raiva, o rancor e os desejos de vingança para que os conflitos do dia a dia sejam resolvidos sem violência. A iniciativa é da Pastoral Carcerária e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE). As duas instituições são parceiras do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que promove ações de reinserção social para a prevenção da  reincidência criminal.

O Presídio Central de Porto Alegre abriga cerca de 4,6 mil detentos, quase o dobro de suas 2,6 mil vagas. Ele foi considerado o pior do País pela CPI do Sistema Carcerário, concluída pela Câmara dos Deputados em 2008. Por causa da superlotação, violência e graves problemas estruturais, está proibido de receber novos detentos a partir de 1º de maio, conforme determinação da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre.

O curso de Justiça Restaurativa, o primeiro na unidade prisional, foi aberto em 22 de março e vai até o próximo dia 20. Com participação voluntária, ele é destinado aos detentos do Pavilhão E-1 do presídio, também conhecido como Unidade de Tratamento Antidrogas. Esse pavilhão é exclusivo para os internos que passaram por tratamento contra dependência química no Hospital Vila Nova, situado em Porto Alegre. O período de desintoxicação dura, em média, 21 dias.

“Procuramos desenvolver uma cultura de práticas restaurativas onde a violência não seja culturalmente ou socialmente tolerada”, disse teólogo Manoel Feio da Silva, da Pastoral Carcerária, que é uma das ações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele acrescentou que as práticas de Justiça Restaurativa não são exclusivas das unidades prisionais, ocorrendo também nas comunidades. No Brasil, além do Rio Grande do Sul, elas são aplicadas nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

O curso no Presídio Central de Porto Alegre é composto de cinco encontros, sendo um a cada semana. Os detentos participam de círculos de discussões sobre as possibilidades de solução pacífica para os problemas de relacionamento. Nessa unidade prisional, a disputa entre facções não raramente terminam em espancamento, com internos feridos e mortos.

Segundo Manoel Feio, no momento a Pastoral Carcerária analisa proposta da direção do presídio de oferecer o curso também para os “chefes” de galerias da unidade, como são conhecidos os líderes das facções de detentos. O curso serviria para pacificar a relação entre os internos como um todo.

“Seria uma forma de utilizar a liderança dos chefes de galerias para multiplicar a mentalidade da solução pacífica dos conflitos, que caracteriza as práticas de Justiça Restaurativa”, explica o representante da Pastoral Carcerária, acrescentando que todos os profissionais que hoje ministram as aulas já foram alunos de cursos semelhantes aos que estão sendo realizados junto aos detentos.

A Justiça Restaurativa começou a se expandir mundialmente a partir da Resolução 2002/12 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, que recomendou sua adoção aos países membros. Segundo essa mentalidade, vítima e ofensor, bem como outros indivíduos da comunidade que foram afetados pelo ato violento, devem participar ativamente da solução das questões que dele resultaram, sempre com a ajuda de um mediador. Nas ações de Justiça Restaurativa, muitas vezes o ofensor fica frente a frente com a vítima ou seus familiares.

“Quando o ofensor é perdoado pela vítima ou pela família dela, entra em uma crise positiva, voltando a ter contato com o ato violento que cometeu e passando a vê-lo como algo errado, que não deve ser repetido. Ou seja, um assassinato, que é irracional, só pode ser anulado por outro ato irracional, que é o perdão”, explica Manoel Feio.

A iniciativa da Pastoral Carcerária tem o apoio do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ). O juiz auxiliar da Presidência do CNJ Luciano Losekann, coordenador do departamento, falou sobre a importância da Justiça Restaurativa para a solução pacífica dos conflitos e a redução da reincidência criminal.

“Este projeto desenvolvido pela Pastoral Carcerária constitui um dos eixos fundamentais para se trabalhar com a transformação do sujeito. Trazer a idéia da justiça restaurativa é não só inovador, mas um desafio no caminho da reinserção social, sobretudo porque se está, no caso concreto, procurando lidar com os vários aspectos da personalidade do preso após, e não antes, como ocorre geralmente, a aplicação da pena”, afirmou o magistrado do CNJ.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias

Juiz cooperador

CNJ indica juízes maranhenses para Rede de Cooperação Judiciária

José Nilo diz que o trabalho do Comitê resultará em melhor prestação jurisdicional

O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Nilo Ribeiro Filho, foi designado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cézar Peluso, para compor o Comitê Executivo Estadual da Rede Nacional de Cooperação Judiciária, que terá também como integrantes os juízes José Carlos do Vale Madeira (Justiça Federal) e Manoel Lopes Veloso Sobrinho (Justiça do Trabalho). A indicação é o primeiro passo para efetivar a atuação da Rede no Estado, e contribui para criar elo entre as esferas do Poder Judiciário.

“Ao Comitê Executivo Estadual – que servirá como órgão de interlocução junto ao CNJ – caberá o desenvolvimento das mais diferentes ações no sentido de integrar o Poder Judiciário em seus diferentes ramos, tendo como principal objetivo agilizar a prática dos atos processuais, que resultará em melhor prestação jurisdicional, tornando a justiça mais ágil e organizada”, afirma Nilo Ribeiro.

O juiz auxiliar vê como importante o engajamento dos magistrados estaduais no projeto e diz que o trabalho do Comitê vai beneficiar diretamente a sociedade.

Integração – O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Guerreiro Júnior, recebeu com entusiasmo a indicação do juiz Nilo Ribeiro, e acredita que a Rede vai minimizar o distanciamento indesejável entre os órgãos do Judiciário.

O também juiz auxiliar da Presidência, Kleber Costa Carvalho, afirma que os jurisdicionados só têm a ganhar com a iniciativa. “A colaboração entre magistrados será decisiva na solução dos processos”, salienta. Outros magistrados acreditam no êxito do projeto, a exemplo da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Luzia Madeiro Neponucena.

O projeto de cooperação entre tribunais foi apresentado, em São Luís. pelo CNJ, em 23 de março, em encontro aberto pelo presidente Guerreiro Júnior. Na ocasião, vários juízes reconheceram que ainda desenvolvem atividades judicantes de forma muito isolada e que a iniciativa vai contribuir para comunicação mais efetiva entre eles.

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Ouvidoria do TJ/MA em ação

Judiciário ouve comunidade em audiência pública na Cidade Operária

Várias lideranças comunitárias participaram da audiência

 

Atendimento ao usuário, andamento processual e maior proximidade com juízes e desembargadores. Estas foram algumas das questões levantadas pelos moradores da Cidade Operária, durante a audiência pública realizada pela Ouvidoria do Poder Judiciário, na associação do bairro. A audiência foi conduzida pelo ouvidor-geral, desembargador Lourival Serejo. Na abertura, foram apresentadas iniciativas que possibilitarão maior proximidade entre a comunidade e o Judiciário maranhense.“O objetivo é aprimorar os nossos serviços e ampliar o acesso do cidadão a uma justiça correta e acessível. Queremos ouvir o cidadão, porque muitas vezes estamos presos à burocracia do nosso trabalho e não sabemos o que está acontecendo na comunidade”, disse o desembargador.

Presentes à audiência, várias lideranças comunitárias apresentaram críticas, sugestões e denúncias, mas também elogiaram a iniciativa do Poder Judiciário. “A gente parabeniza a Ouvidoria por estar na comunidade fazendo esse trabalho de esclarecimento. Muitos precisam da justiça, mas não têm esse entendimento”, disse o presidente da Associação de Moradores do Conjunto Cidade Operária, Manoel Maciel.

Na abertura da audiência, realizada sexta-feira (13), os moradores sugeriram maior humanização e atenção no atendimento à comunidade carente por parte dos servidores das unidades judiciárias. Sobre o assunto, o desembargador ressaltou que há um trabalho contínuo da Escola Superior da Magistratura (ESMAM), em parceria com o SENAC, para promover sucessivos cursos de aperfeiçoamento aos servidores do judiciário, visando melhorar o atendimento ao cidadão.

Os moradores elogiaram a criação do Juizado Especial da UEMA, mas pediram providências sobre a lentidão no andamento dos processos. O ouvidor informou que serão criados, pelo Tribunal de Justiça, cinco centros de soluções de conflitos na capital para agilizar a resolução das questões mais simples, sem muita burocracia.

Para o presidente do Conselho Comunitário de Pais e Amigos da Cidade Olímpica e Adjacências (COSCPACOA), João Batista Neto, a presença do Judiciário nos bairros permite ao cidadão comum ter acesso aos membros da Justiça. “O cidadão só tem a ganhar, principalmente aquele que ainda tem medo, não sabe aonde ir para procurar os seus direitos”, apontou.

Avaliação – O desembargador Lourival Serejo fez uma avaliação positiva da audiência pública. “Recebemos críticas importantes para aperfeiçoar nosso trabalho, e o que mais empolga é essa satisfação dos moradores em ter a gente por perto, eliminando aquela barreira da justiça inacessível”, analisou.

O representante do Conselho de Segurança da Cidade Operária, Gilvan Soares, considerou o momento como “histórico”. “É a primeira vez que temos isso aqui em nosso bairro. É o judiciário próximo do cidadão. Considero muito importante a iniciativa do Tribunal de Justiça, por intermédio da Ouvidoria, e torcemos para que outras audiências possam vir, para que possamos aglutinar mais pessoas”.

Além de São Luís, a Ouvidoria realizará audiência pública em Imperatriz, no dia 23 de abril, audiência pública, envolvendo a população das comarcas de Montes Altos, Senador La Roque, João Lisboa e São Pedro da Água Branca (termo de Imperatriz). Também estão previstas audiências nas cidades de Caxias, Bacabal e Timon.

Danielle Calvet
Assessoria de Comunicação do TJMA
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