A proposta revolucionária de Cezar Peluso

Repercute nos meios jurídicos e na imprensa a proposta de Cezar Peluso, mencionada neste blog, no dia de ontem.

Do editoral de O Globo de hoje ( Novo ciclo de modernização a Justiça) apanho o seguinte excerto:

“[…]O próprio Peluso sugere emenda constitucional de grande efeito sobre a lerdeza com que veredictos são lavrados: julgado o caso em Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal, portanto em segunda instância, a decisão será logo implementada, sem prejuízo de recurso ao Superior Tribunal de Justiça ou STF. O recurso não terá mais efeito suspensivo. Será quase uma revolução. Os políticos com fichas sujas, por exemplo, não teriam assumido[…]”

Digo eu: se essa medida já tivesse sido implementada, muito criminosos do colarinho branco não estariam palitando os dentes, esperando que a pretensão punitiva do estado seja fulminada pela prescrição.

Com a palavra, o eleitor

Uma instituição que nunca errou ou foi criticada, provavelmente nunca existiu. Porém, em se tratando de instituições como os três poderes da República, que são diariamente criticadas, é preocupante, para dizer o mínimo. Não é possível que o Brasil progrida apenas quando Brasília dorme, como enorme custo à nação. É um sono  muito caro que, mais cedo ou mais tarde, vai ser cobrado pela população que o sustenta. Vamos começar a mudar ou não tem mais jeito?

Roberto Castro, SP

Fonte: O Globo de 07/02/20011

O que eles disseram

“Nosso sistema atrai pessoas que querem se beneficiar da política, e não as que querem trabalhar pelo país. Hoje, na Câmara, não há um nome sequer de envergadura nacional. A maioria defende apenas seus próprios interesses”

Bolívar Lamounier, cientista político


“A sina do Maranhão […] continua sendo a da desonestidade, da corrupção, da violência, da miséria, do analfabetismo e das altas taxas de mortalidade infantil”

Roberto Pompeu de Toledo, revista Veja

Frouxidão

Enquanto os índices de criminalidade caem em São Paulo e Rio de Janeiro, esses mesmos índices explodem no Nordeste, com destaque para o Maranhão, com o número de homicídios aumentando em 242%. Outros estados do Nordeste onde os índices são crescentes são os estados do Piaui( 203%), Rio Grande do Norte ( 178%) e Paraíba ( 158%). Isso decorre, claramente, da falta de uma política de segurança mais consentânea e, também, em face, dentre outras causas,  da concessão desmedida de liberdade provisória, a incutir no meliante a sensação perversa de impunidade.

Para enfrentar essa situação, compreendo que todas as instituições responsáveis pela persecução criminal ( Poder Judiciário, Policias e Ministério Público) devem se unir para definir, sem mais tardança, ações tendentes a enfrentar essa questão de frente, como está sendo feito no Rio de Janeiro.

Nós não podemos simplesmente cruzar os braços diante de uma realidade que salta aos olhos,  pois o marginais escorraçados dos estados onde a criminalidade é combatida de frente, tendem a procurar os lugares onde as instituições são frouxas e descomprometidas, como, ao que parece, é o caso do Maranhão, onde os índices de criminalidade são crescentes e alarmantes.

Stalin e Hitler

No momento em que se assiste a derrocada iminente de algumas ditaduras contemporâneas , convém estabelecer, só para refletir, algumas semelhanças entre dois dos mais sanguinários ditadores de que se tem notícia: Hitler e Stalin. Ambos, obviamente, detestavam a democracia, tinham ambições mundiais e   manipulavam, como poucos, duas armas poderosas do totalitarismo: a mentira e a  força. Stalin era um racista social, Hitler, um racista étnico. É isso.

(Re)visitando a história

Quando dom João e família aportaram no  Rio de Janeiro, em 1808, depois de 99 dias de viagem, uma das atrações da cidade era a pesca de baleia. Na época, dezenas de barcos, agindo coordenadamente, as cercavam, para que o arpoador, em pé, na proa de cada barco, lançasse o ferro pontiagudo.  Poucos se compadeciam dos animais, em especial quando arpoados jorravam sangue e lutavam pela vida. Em face da ação do arpoador é que uma das extremidades de Copacabana é chamada de Arpoador.