Receio de promiscuidade?

TJ DO MARANHÃO

Justiça veda cunhado de governadora em vaga do quinto

Por Tadeu Rover

A Justiça Federal manteve a decisão que impede o advogado Samir Jorge Murad de se candidatar a vagas do quinto constitucional no Tribunal de Justiça do Maranhão. Conforme decisão proferida nesta segunda-feira (29/7), a nomeação de desembargador por sua cunhada constitui evidente ofensa aos princípios da isonomia, moralidade e impessoalidade. Samir Jorge Murad é cunhado da governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

Para a juíza federal substituta Maria Cândida Carvalho Monteiro de Almeida, da 17ª Vara Federal do Distrito Federal, a candidatura de Murad compromete, também, o sistema de freios e contrapesos, inerente ao princípio da separação de poderes, causando sérias distorções nas relações entre o Legislativo e o Judiciário. “Onde deveria haver separação, poderia haver ‘promiscuidade’; onde deveria haver controle recíproco, poderia haver conivência”, diz em sua decisão.

No caso, em agosto de 2012, a seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil proibiuSamir Murad de se candidatar ao quinto do TJ. Baseado em consulta ao Conselho Federal da OAB, a seccional considerou que “cônjuge, companheiro ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau do chefe do Poder Executivo a quem couber a escolha de que trata o parágrafo único do artigo 94 da Constituição Federal não poderão concorrer às vagas destinadas ao quinto constitucional”.

O advogado então recorreu ao Conselho da OAB-MA que, por 21 votos a 12, manteve o impedimento, por considerar o caso como nepotismo. “Parente próximo de governador que escolherá e nomeará desembargador pelo quinto constitucional representa desequilíbrio na disputa e configura nepotismo”, diz a decisão de abril deste ano.

Insatisfeito, o advogado tentou sem sucesso retirar o impedimento no Conselho Federal da OAB. Adecisão seguiu o voto do conselheiro Paulo Gouveia Medina. Ele entendeu que o artigo 37 da Constituição Federal, que baliza a administração pública pelos princípios da moralidade e da impessoalidade, impede Samir Murad de se candidatar ao quinto constitucional do TJ-MA. Medina lembrou que, mesmo sem existir lei específica sobre o assunto e o caso de Murad não ser abrangido pela Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, que veda o nepotismo, os princípios constitucionais são suficientes para proibir a candidatura do cunhado de Roseana.

Com o mesmo argumento dos recursos anteriores, Murad buscou a Justiça Federal do DF para derrubar o impedimento. De acordo com Murad, não se aplica o entendimento da Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, por se tratar do cargo de desembargador do TJ, o nepotismo não fica caracterizado porque a nomeação não se dá para cargo em comissão ou de confiança, ou ainda, de função gratificada e não se situa na esfera da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes.

Murad afirma que, na edição da Súmula Vinculante 13, o Supremo procedeu à “delimitação clara e precisa, ostentando o inequívoco sentido de que a proibição não atinge outros cargos que não aqueles cuja natureza foi especificamente referida, sendo certo que, nos moldes de conhecida regra de hermenêutica, a norma não traz palavras e expressões inúteis”.

O argumento, porém, foi refutado pela juíza Maria Cândida Carvalho Monteiro de Almeida. De acordo com ela a jurisprudência do STF tem se limitado a dizer que, em regra, a Súmula Vinculante não se aplica a agentes que ocupam cargos de governo, os quais são os chefes do Poder Executivo e seus respectivos ministros ou secretários de estado ou de município. “Porém, a referida súmula não esgota a hermenêutica constitucional no tocante à proibição do nepotismo, conforme se infere dos debates travados no STF quando de sua aprovação”, diz. De acordo com ela, outras hipóteses não abrangidas pela Súmula, como no caso, podem também ser consideradas como nepotismo incompatível com o texto constitucional.

Notícias do TJ/MA

Cargo

Oficiais de Justiça não podem exercer cargo comissionado

O pleno administrativo do TJ/MA decidiu, em sessão na última semana, que oficiais de Justiça que exercem cargos comissionados no âmbito do Poder Judiciário Estadual têm prazo de 60 dias para retornarem às funções de origem, a contar do dia 17/7. O pleno acolheu proposição do corregedor-Geral da Justiça, desembargador Cleones Cunha.

De acordo com dados da Diretoria de RH do TJ/MA, a Justiça estadual tem hoje em seu quadro de servidores 562 oficiais de Justiça, sendo 147 em entrância inicial, 235 em entrância intermediária e 180 na comarca de São Luís. Sete deles ocupam cargos em comissão.

O corregedor-Geral explicou haver carência de oficiais nas comarcas. “Onde existem apenas dois oficiais, a prestação jurisdicional fica comprometida quando um desses é destacado para ocupar cargo em comissão”. Segundo ele, aqueles que quiserem permanecer nos cargos comissionados podem optar pela exoneração do cargo efetivo.

Cleones Cunha ressalta que, de acordo com o Código de Organização Judiciária, os oficiais de Justiça são também “serventuários judiciais”, tendo fé pública na prática de seus atos, não podendo, portanto, serem substituídos por outro servidor que não tenha as mesmas atribuições.

Fonte: TJ/MA

Notícias do STJ

ESPECIAL

Órgãos julgadores do STJ retomam as atividades nesta quinta-feira (1º)

As férias forenses dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) terminam na próxima quarta-feira (31), quando serão retomadas as sessões de julgamento. Inúmeros processos com teses de relevante interesse público aguardam decisão. Alguns estão com julgamento suspenso por pedido de vista e outros ainda precisam ser incluídos em pauta, sendo que nenhum deles tem data definida para análise.Corte Especial

A Corte Especial do STJ deverá julgar, ainda este semestre, recurso especial que vai definir se é viável a expedição de precatório complementar para pagamento de juros de mora referentes ao período entre a expedição e o efetivo pagamento do precatório original, quando ele ocorre dentro do prazo previsto na Constituição Federal antes da Emenda 62 (REsp 933.081).

Outro julgamento previsto envolve financiamento imobiliário, cuja tese a ser definida, em recurso repetitivo, é sobre a legalidade das taxas de administração e de risco de crédito nos contratos com recursos oriundos do FGTS (REsp 1.167.146).

Neste segundo semestre, a Corte Especial deve levar a julgamento o agravo regimental na SLS 1.702, que discute a assinatura do contrato de concessão de trecho da rodovia BR 101 entre Espírito Santo e Rio de Janeiro, com extensão de 475,9 km. Em abril de 2013, o presidente do STJ, ministro Felix Fischer, reconsiderou decisão anterior e suspendeu a liminar que impedia a assinatura do contrato.

O colegiado deve julgar também sindicância aberta a pedido do Instituto Sobral Pinto para apurar suposta falsidade ideológica na aprovação, pelo Tribunal de Contas do Estado, das contas de um governador. O Instituto alega que houve fraude contábil para esconder a não aplicação de recursos em serviços de saúde pública e educação nos percentuais exigidos pela Constituição Federal.

Direito público

Está na Primeira Seção do STJ, que reúne os ministros da Primeira e da Segunda Turmas, uma exceção de suspeição na qual se discute se os ministros do colegiado, que têm procuradores da Fazenda Nacional em seus gabinetes, estão ou não impedidos de atuar em casos tributários de interesse da União (ExSusp 123).

O colegiado deve decidir também mandado de segurança interposto pela Delta Construções contra decisão da Controladoria-Geral da União que proíbe a empresa, por dois anos, de firmar novos contratos com o governo federal, seu principal cliente (MS 19.269).

Outro julgamento previsto para o segundo semestre é o do mandado de segurança que discute se menor sob guarda tem direito a benefício previdenciário (pensão por morte) até atingir a maioridade civil, mesmo depois da alteração na Lei Geral da Previdência. A dúvida é quanto ao choque desta lei com o Estatuto da Criança e Adolescente e com a própria Constituição Federal, que protegem o menor (RMS 36.034).

Há, ainda, vários repetitivos previstos para serem julgados neste segundo semestre. Entre eles, o recurso que discute a possibilidade, ou não, de profissional formado no curso de três anos de educação física (licenciatura plena), exercer a sua profissão em toda e qualquer área relacionada à atividade, sem a restrição imposta pelo Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (REsp 1.361.900).

A Primeira Turma do STJ deve julgar recurso da União que discute indenização, por danos morais e materiais, concedia a Wemerson Fernandes Leôncio em virtude da morte de seu pai, o operário José Leôncio Filho, passageiro de avião da FAB, envolvido em acidente ocorrido em 14 de dezembro de 1987, nas imediações de Fernando de Noronha. O juízo de 1º grau concedeu 600 salários mínimos e pensão no valor de um salário mínimo até ele completar 25 anos, a título de danos materiais (REsp 1.349.859).

Outro julgamento previsto para o colegiado é o do recurso especial que diz respeito à execução da condenação do ex-governador Paulo Maluf, de São Paulo, por contratos de risco firmados pelo consórcio Paulipetro para prospecção de petróleo na bacia do Paraná. Os contratos foram anulados e os envolvidos terão de ressarcir os prejuízos do Estado (REsp 1.222.084).

A Segunda Turma deve julgar recurso especial do Ministério Público contra os ex-governadores Joaquim Domingos Roriz e Maria de Lourdes Abadia, que discute a má gestão no Distrito Federal. Os dois são acusados de improbidade administrativa (REsp 1.326.597).

O colegiado deve analisar ainda o recurso no qual o Ministério Público de Minas Gerais está questionando a Federação Brasileira de Futebol quanto ao sorteio de árbitros nos jogos e o uso de patrocínio nas camisas do trio de arbitragem (REsp 1.329.201).

Capturada no site do STJ

Humildade de um homem

O Papa, porque tem fé, pode dar o conselho: “Nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem”

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O Papa realista: Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma”.

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O Papa ser humano: Queria bater em cada porta, dizer um bom dia, pedir um copo de água fresca, beber um cafezinho, e não um copo de cachaça, falar como a amigos de casa, ouvir o coração, de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós…mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a comunidade de vocês, que hoje representa todos os bairros do Brasil”

Brevíssimas

Há coisas que, ao que parece, só acontecem no Brasil. Exemplo: essa balela de financiamento público de campanha. Ora, convenhamos, no Brasil as campanhas sempre foram financiadas com o dinheiro público. Verdade que as doações aparentemente saem dos caixas das empresas privadas. Todavia, acho que ninguém haverá de questionar, essas doações  (aqui incluídas as dos caixas dois) são, digamos, “reembolsadas” em dobro, no triplo ou quádruplo, com o dinheiro do imposto que todos pagamos.  Ou será que algum imagina que os doadores agem por amor aos candidatos ou ao Brasil?

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A vida me ensinou a confiar em poucos. Em políticos, por exemplo, posso relacionar na palma de uma das mãos aqueles nos quais confio. É que, pelo exemplo (digo: mau exemplo) eles nos advertem que não podemos confiar neles. Quando eles falam, por exemplo, em extinção de ministérios, fico sempre com a sensação que se trata de uma forma de pressão para auferir vantagens.  Quando eles acenam com uma medida popular, fico sempre a imaginar que se trata de demagogia. Até mesmo em religiosos a gente desconfia, sobretudo os que fazem da pregação uma maneira de lucrar com a fé dos incautos. Mas é engraçado como eu acredito quando o atual Papa se despe de pompas e quando diz que quer a proximidade com o povo.

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Nos precisamos da Polícia – de segurança e judiciária. De polícia de segurança nunca precisamos tanto. Apesar de alguns maus exemplos, ainda assim não nos ocorre dispensar a proteção policial. Mas quando se noticia que policiais se valeram da farda para extorquir , torturar e, até, estuprar, ficamos com a sensação de que estamos todos numa encruzilhada; para usar um ditado popular, no mato sem cachorro. No assunto: a Corregedoria da Policia Militar de São Paulo indiciou 13 policiais da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), por agressão, tortura e abuso sexual de seis pessoas durante uma reintegração de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior paulista, em 22 de janeiro de 2012.

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Os gastos com passagens áreas feitos pelos ministros do TCU são uma assombração. em 2012 foram gastos R$ 350.000,00 . O custo das diárias subiu de R$ 199 mil para R$283,5 mil.  Em setembro de 2012, o ministro Walton Alencar gastou R$ 26,5 mil em passagens aéreas e recebeu R$15,2 mil só em diárias. O grave é que ninguém sabe para onde foram os ínclitos ministros.

Douglas Martins

Mudar o sistema carcerário é questão de Estado, diz representante do CNJ

25/07/2013 – 13h57
Gil Ferreira/ Agência CNJ

Mudar o sistema carcerário é questão de Estado, diz representante do CNJ

A busca de soluções para as deficiências do sistema carcerário brasileiro é uma questão de Estado que deve unir o poder público e a sociedade, destacou, nesta quinta-feira (25/7), o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Douglas Martins, ao participar do Seminário de Inclusão Produtiva nos Presídios Femininos do Centro-Oeste, em Brasília. O evento é promovido pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e tem o objetivo de discutir o fortalecimento da capacitação profissional das mulheres presas.

Na ocasião, foi assinado acordo de cooperação técnica entre a Sudeco, o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ) e o Ministério da Integração Nacional. O acordo é voltado à inclusão produtiva de detentas na Região Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) por meio da construção de galpões em unidades prisionais, onde serão desenvolvidas atividades profissionalizantes e laborais.

A iniciativa, executada em parceria com empresas privadas, tem o objetivo de criar condições para a reinserção social das mulheres que se encontram no cárcere. Segundo o diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, galpões já estão sendo montados na Penitenciária Feminina do DF e no Complexo de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Ele informou que as internas, além de aprender um ofício e receber remuneração, poderão reduzir o tempo de duração da pena em um dia a cada três trabalhados, conforme a legislação penal brasileira.

Engajamento – A execução das ações previstas no acordo de cooperação técnica será coordenada e acompanhada por um comitê gestor formado por diversas instituições da sociedade civil e do poder público, entre elas o CNJ. Em seu discurso, o juiz Douglas Martins exaltou o engajamento de entidades públicas que tradicionalmente não participam de atividades relacionadas ao sistema carcerário, como, por exemplo, o Ministério da Integração Nacional.

“A participação de instituições como o Ministério da Integração Nacional confirma que mudar o sistema carcerário, que está falido, é uma questão de Estado e não deve envolver apenas as entidades que tradicionalmente trabalham junto ao nosso sistema prisional. Também considero altamente positiva a participação da sociedade civil, porque ela respalda o trabalho que está sendo desenvolvido”, afirmou o representante do CNJ.

O seminário integra a 6ª edição do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que desenvolve ações de formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa, cultura e de comunicação. O festival também promove o diálogo com o poder público, organizações não governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes e coletivos, entre outros grupos. Constitui, ainda, um espaço para convergir iniciativas do Estado e da sociedade civil relacionadas ao enfrentamento do racismo e do sexismo e à promoção da igualdade racial.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias

 

A vez dos garis

Aposentadoria especial para garis está pronta para ser votada em Plenário

Patrícia Oliveira

Está pronto para ser apreciado em Plenário, a partir de agosto, projeto que garante aposentadoria especial e adicional de insalubridade para trabalhadores que exerçam atividades de coleta de lixo, seleção de material para reciclagem e varrição de ruas (PLS 155/2010).

O  texto a ser votado é um substitutivo do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), aprovado na Comissão de Assuntos Socias (CAS), apresentado a projetos de lei complementar dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Vicentinho Alves (PR-TO), que tramitavam em conjunto.

Serão beneficiados os segurados do Regime Geral da Previdência Social que trabalhem em condições prejudiciais à sua saúde ou integridade física. Para ter garantida a aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 25 anos de atividade permanente, não ocasional nem intermitente. Deverá comprovar ainda, pelo mesmo período, exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos nocivos.

Leia matéria completa no Portal de notícias do Senado Federal

Em defesa do consumidor

Projeto exige informação precisa e legível sobre data de validade de produtos

 

Em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei 5479/13, do deputado Major Fábio (DEM-PB), torna obrigatória a informação precisa e legível sobre a data de validade do produto posto à venda, em qualquer nível ou etapa da cadeia de comercialização, destacando-se com cartazes adicionais quando se tratar de produto em promoção com prazo de validade a vencer em até 30 dias.

Diógenes Santos
Major Fabio
Major Fábio: consumidor precisa saber quando alimento está próximo do vencimento.

De acordo com o parlamentar, “lamentavelmente, é cada vez mais comum a prática de colocar em promoção, a preços menores, produtos que estão com seu prazo de validade por vencer”.

Ele observa que, muitas vezes, o consumidor não se dá conta de que “o vencimento é iminente e acaba sendo logrado pela atratividade da oferta, acabando o barato se tornando mais caro, porque, ao final, o produto se perde ou o consumo é feito de produto já estragado, afetando a saúde do comprador ou de seus familiares”.