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Lista de desejos de menina com câncer terminal faz sucesso na internet

DA BBC BRASIL

Uma adolescente britânica de 15 anos em estado terminal de câncer atraiu mais de 230 mil visitantes para o seu blog no qual relata sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer.

Alice Pyne lançou seu blog na última segunda-feira, após seus médicos terem considerado que não há mais tratamentos possíveis para o linfoma descoberto há quatro anos.

“Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta”, diz ela em sua apresentação no blog. “É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer”, escreveu ela.

Ela prometeu documentar “o tempo precioso com minha família e meus amigos, fazendo as coisas que eu quero fazer”. “Você só tem uma vida (…) viva a vida”, complementa.

Em uma mensagem postada após o sucesso do blog, ela escreveu: “Nossa, eu pensei que estava só fazendo um pequeno blog para alguns amigos! Muito obrigado por todas suas adoráveis mensagens para mim”.

Entre os desejos da menina está nadar com tubarões, encontrar a banda Take That, visitar uma fábrica de chocolates e inscrever sua cachorra, Mabel, em um concurso.

Ela também incluiu em sua lista “fazer todo mundo se inscrever para se tornar doador de medula”.

Na quarta-feira, com a repercussão de sua história, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu se tornar um doador após ouvir o relato do caso de Alice no Parlamento por um deputado opositor.

O sucesso também a ajudou a arrecadar mais de 10 mil libras (cerca de R$ 26 mil) em doações para uma organização beneficente de pesquisas sobre o câncer.

DOADORES

No ano passado, Alice Pyne já tinha ganhado certa notoriedade no Reino Unido ao lançar uma campanha com a associação Anthony Nolan, que ajuda pacientes que precisam passar por transplantes, para encontrar doadores de medula óssea que pudessem ajudá-la em seu tratamento.

Mais de mil pessoas se voluntariaram para doar a ela, mas em outubro os exames médicos mostraram que o câncer havia se espalhado e que já não havia opções de tratamento.

Ela passou por várias sessões de radioterapia e quimioterapia, além de se submeter a um transplante com as suas próprias células-tronco, mas os tratamentos não tiveram o resultado esperado.

Em sua apresentação no blog, a adolescente diz que não espera conseguir completar toda sua lista de desejos. “Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais”, diz. Um dos itens de sua lista é “viajar para o Quênia”.

Ela diz, porém, que pensou que seria divertido publicar a lista na internet e ir marcando o que ela for conseguindo fazer, ao mesmo tempo atualizando os leitores do blog sobre o processo.

Graças ao sucesso do blog, porém, ela vem recebendo milhares de ofertas de ajuda para conseguir cumprir seus desejos. Em um comentário postado na quinta-feira, ela conta que vai conhecer o Take That no fim de semana.

“Estou tão excitada que nem posso esperar. Só espero que não fique doente ou algo estúpido”, diz. “Tenho vivido de pijamas no último ano, então minha mãe foi à cidade para comprar roupas para mim”, conta.

“Parece que outras coisas que eu havia desejado estão sendo organizadas para mim, então obrigado a todos por isso. Eu me sinto uma garota de muita sorte”, afirmou.

Confira a lista de Alice:

– Nadar com tubarões
– Fazer todos assinarem lista de doadores de medula óssea
– Viajar ao Quênia (não posso viajar para lá agora, mas gostaria)
– Inscrever a cachorra Mabel em um concurso
– Fazer uma sessão de fotos com 4 amigas
– Ter uma sessão privada de cinema com as melhores amigas
– Desenhar uma caneca para vender para caridade Viajar em um trailer
– Passar uma noite em um trailer
– Ter um iPad roxo
– Ser uma treinadora de golfinhos (também não posso mais fazer esta)
– Encontrar a banda Take That
– Ir ao Cadbury World (parque temático da fábrica) e comer um monte de chocolate
– Tirar uma boa foto com a Mabel
– Ficar em um quarto de chocolate no (parque de diversões) Alton Towers
– Fazer meu cabelo, se alguém puder fazer algo com ele
– Fazer uma massagem nas costas
– Ver baleias

Eugenio Raúl Zaffaroni com a palavra

ConJur — Há uma tendência de o Judiciário aplicar o chamado Direito Penal do inimigo?

Zaffaroni — Estamos vivendo um momento muito especial. Hoje, não é fácil pegar um grupo qualquer para estigmatizá-lo, mas há um grupo que sempre pode virar o bode expiatório. É o grupo dos delinqüentes comuns.  É um candidato a inimigo residual que surge quando não há outro inimigo melhor. Houve uma época em que bruxas podiam ser acusadas de tudo, das perdas das colheitas à impotência dos maridos. O que se pode imputar aos delinqüentes comuns é limitado, por isso é um candidato a bode expiatório residual. Nos últimos decênios, com a política republicana dos Estados Unidos, os delinqüentes comuns se tornaram o mais recente bode expiatório.

ConJur — Qual o resultado dessa escolha do inimigo?

Zaffaroni — Cria-se uma paranoia social, e estimula-se uma vingança que não tem proporção com o que acontece na realidade da sociedade. Através da história, tivemos muitos inimigos: hereges, pessoas com sífilis, prostitutas, alcoólatras, dependentes químicos, indígenas, negros, judeus, religiosos, ateus. Agora, são os delinqüentes comuns, porque não temos outro grupo que seja um bom candidato. Esse fenômeno decorre do fato de os políticos estarem presos à mídia. Seja por oportunismo ou por medo, eles adotam o discurso único da mídia que é o da vingança, sem perceber que isso enfraquece o próprio poder.

Reflita sobre essas palavras.

Seleção para minha assessoria

É lamentável que muitos não consigam compreender da inviabilidade de se estender a seleção a toda comunidade jurídica. Se assim o fizesse, eu receberia milhares de inscrições, a inviabilizar até o meu trabalho como julgador.

Quando decidi acerca da limitação, não o fiz para alijar ninguém do processo seletivo; o fiz, sim, para privilegiar os concursados do Poder Judiciário e, também, por uma questão racional.

As pessoas têm lidado com essa questão como se a seleção fosse um concurso público.

É preciso, pois, que as pessoas, sobretudo as que têm o senso crítico mais atilado, compreendam o real sentido da seleção.

E que fique claro que nenhuma burla será tolerada. Nenhuma esperteza triunfará, pois o candidato que vier a ser escolhido, se não tiver a competência que tenha demonstrado por ocasião da seleção,  não terá vida longa na minha assessoria.

A PEC de Cezar Peluso e a defesa contemplativa

O ministro Cezar Peluso, todas sabem, é mentor de uma PEC revolucionária. Segundo a mencionada PEC, o réus terão que cumprir a pena quando condenados em segunda instância.

Segundo o ministro, nos dias atuais são mais de 37 recursos possíveis, razão pela qual, muitas vezes, as penas caducam antes de ser cumpridas.

A proposto do ministro introjeta em mim um misto de euforia e preocupação. Euforia porque, se for aprovada, muitos criminosos, sobretudo os do colarinho branco, não mais conseguirão se furtar do cumprimento da(s) pena(s); preocupação, porque entendo que, aprovada a PEC, nós, juízes de segundo grau, teremos que, doravante, redobrar os nossos esforços e nossa inexcedível atenção    para corrigir os equívocos – que não são poucos – nas decisões de primeiro grau, sobretudo no que concerne à dosimetria da pena.

Preocupa-me, ademais, a deficiente assistência judiciária ao hipossuficiente, em face do quadro diminuto de Defensores Públicos, a reclamar de nós, magistrados, muito mais denodo no exame dos recursos criminais.

O que assisti, ao longo de mais de 20 anos atuando nas varas criminais,  foram réus relegados ao quase abandono, cuja defesa sempre assumia um papel meramente contemplativo.

Em face dessa constatação é que tenho pregado, com ênfase,  a necessidade da sublimação do garantismo penal, que deve ser preocupação não só da defesa, mas do próprio Ministério Público e, sobretudo e fundamentalmente, do magistrado, a quem cabe a difícil tarefa de julgar.

Com a palavra o sensato João Bruno

O leitor João Bruno fez o seguinte comentário, que merece ser destacado:

“Eu gostaria de fazer um comentário acerca do que foi escrito pelo colega.
A necessidade de concurso público, como condição prévia, é relevante neste caso.
O tribunal de justiça, como na maioria dos orgãos públicos, privilegia a nomeaçao de pessoas sem que estas façam parte da administraçao pública e essa prática deve ser abolida, ou, ao menos, minimizada.
Os cargos de maiores salários no TJ-MA são os de assessores de desembargador, que ganham mais de 11 mil reais mensais.
O cargo concursado que é bem mais remunerado, o de analista judiciário ganha pouco mais de 5 mil reais.
Uma grande desproporção.
Seletivos como este, em que se busca o melhor entre os concursados, merece ser destacado.
Primeiro pq demonstra que o desembargador está buscando preencher sua assessoria com pessoas fora do seu círculo de amizade e familiar e segundo pq privilegia aqueles que se esforçaram para passar em concurso público, estimulando que estes não se acomodem em suas funções.
Ademais, o CNJ exige que os cargos em comissão sejam preenchidos por 50%, no mínimo, de servidores efetivos.
E, sabe-se, o nosso tribunal nao está nem perto disso, em especial nos gabinetes de desembargadores que são visto como inacessíveis a maioria dos concursados.
Querer desmerecer a limitação do certame a efetivos, é querer desvirtuar o propósito.
Não é pq tal pessoa conseguiu fazer uma boa prova que ela deve ter sua inscriçao deferida a posteriori.
Eu gostaria que a maioria dos desembargadores, diretores de foruns e até msm juízes, adotassem a prática do desembargador José Luiz Almeida, de fazer seletivos privilegiando servidores públicos, pois tal medida, a meu ver, contribui para a moralização do serviço público”

Digo eu:

Estimado Bruno, os três outros assessores jurídicos da minha equipe são concursados do TJ, os três extremamente qualificados. Um deles  se submeteu a teste. As duas servidoras que compõem a minha equipe, trabalhavam comigo na 7ª Vara Criminal, e já tinham sido, por isso, avaliadas.

Mais um prefeito condenado

Hoje, pela manhã, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por unanimidade, determinou o imediato afastamento do prefeito do município de Urbano Santos, Abnadab Silveira Léda (foto). Ele foi condenado em ação penal a uma pena total de 2 anos e 6 meses de reclusão e mais 3 anos e 3 meses de detenção, por crimes de responsabilidade previstos no Decreto-Lei n.º 201/67 e crime definido como fraude em processo licitatório, todos praticados em gestão anterior, no final da década de 1990.

Anoto que participei do julgamento, em substituição à desembargadora Maria dos Remédios Buna, que está de licença para tratamento de saúde.

Esse é apenas mais um prefeito condenado. Há muitos outros processos em andamento.

Agora, esperá para ver o desfecho.

Estamos fazendo a nossa parte.

Com a palavra, o leitor

Publico um comentário feito neste blog, a propósito da seleção que fiz para minha assessoria.

Cada um deve tirar a sua conclusão acerca das reflexões do leitor.

O comentário, verbis:

Esse seu post veio a calhar Desembargador… suas palavras sobre Justiça.

Sempre acreditei que o senhor se destacava de seus pares. Acompanho sempre o seu blog e aprecio suas decisões.

Contudo, com a devida venia, me decepcionei com a decisão de Vossa Excelência acerca da seleção de seu novo assessor.

A impressão que tenho, com todo respeito, é que o senhor está desprestigiando o interesse público primário e prestigiando o interesse público secundário.

Digo isso porque acredito que a sociedade espera que o poder público escolha os melhores profissionais para ocuparem as funções de confiança. Até porque são funções previstas na Constituição Federal, não havendo ilegalidade nisto.

O vício aparece quando as autoridades passam a preencher esses cargos com seus filhos, amigos e etc.

Mas com processo seletivo… não haveria este problema.

E mais, onde fica o princípio da eficiência???
O senhor prefere nomear um concursado que não seja tão bom para não nomear alguém que não seja concursado???

Por fim registro que se houve erro, esse erro partiu de sua equipe que não analisou a inscrição dos candidatos, desse modo eles não poderiam ser preteridos.

Por outro ângulo, se eles serão alijados do certame o senhor irá convocar os que não foram selecionados para a segunda etapa no lugar deles???? Aqueles que não tiveram o mesmo desemprenho??? Atestando que esse processo seletivo não escolhe os melhores???

De mais a mais sabemos que existem muitos analistas que o são porque são sobrinho de fulano… de cicrano… da mesma maneira que existem juízes que o são pelo mesmo motivo… os escândalos do TJMA não me deixam mentir.

Sei também que existem aqueles que passaram por mérito.

No meu ponto de vista essa decisão macula o processo seletivo, porque das duas uma: ou não foram escolhidos os melhores, ou o senhor irá preteri-los.

Perdoe-me por estas palavras mas a internet nos proporciona isso… liberdade de expressão.

Às vezes me pego pensando que de perto… todos são iguais”
pedrolima_adv@yahoo.com.br

Capturada no blog do Ricardo Boechat

Chapa quente
Presidente do STJ, Ari Pargendler   surpreende ministros da Casa pelo estilo Hugo Chavéz de ser

Judiciário
Chapa quente

Presidente do STJ, Ari Pargendler (foto) surpreende ministros da Casa pelo estilo Hugo Chavéz de ser. Há dias ameaçou fazer de próprio punho uma lista com seis nomes de desembargadores estaduais para duas cadeiras de ministros, insatisfeito com os candidatos indicados pelos Tribunais de Justiça. Causa ainda embaraço na Corte a cunhada do presidente – a desembargadora federal Suzana Camargo – na briga aberta por outra vaga no STJ.