PF aponta 14 casos de venda de sentenças

POR DÉBORA PINHO

A Polícia Federal apontou 14 casos de intermediação de venda de sentenças, que envolvem advogados investigados por exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha, em Mato Grosso. Foi com base nos relatos desses casos que o Ministério Público Federal pediu a prisão de advogados ao Superior Tribunal de Justiça. A PF cumpriu mandados de prisão e de buscas e apreensão, na terça-feira (18/5), na operação batizada como Asafe — referência ao salmo 82 da Bíblia, que trata de julgamentos injustos. Até agora, há oito presos. Cinco são advogados.

O inquérito 669, que resultou na prisão de advogados e contou com uso de grampos telefônicos autorizados, foi originalmente instaurado na 2ª Vara Federal de Cuiabá para apurar denúncias “de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral de Mato Grosso”, de acordo com os autos. Mas no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento do presidente do TRE-MT, desembargador Evandro Stábile, em atividades ilícitas. Por causa da prerrogativa de foro, a competência foi deslocada para o STJ.

Leia matéria completa no Consultor Jurídico

CNJ QUER INFORMAÇÕES SOBRE SOLTURA DE PRESOS

Liberação ocorreu em Varginha e Vespasiano

O Conselho Nacional de Justiça enviou, nesta terça-feira (18/5), dois ofícios ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Sérgio Resende, solicitando informações, diante das notícias sobre a soltura de presos em Varginha e em Vespasiano.

Pela manhã, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso, pediu esclarecimentos sobre a soltura de 40 presos sem julgamento pelo juiz da Vara Criminal da cidade de Varginha, Oilson Hoffman. O ministro deu prazo de 15 dias para a resposta.

Leia mais no blog do Frederico Vasconcelos

No mundo de hipocrisia em que vivemos é proibido falar a verdade,

antes, é preferível mesmo uma oportunista e abominável mentira. É que muitos preferem uma mentira oportuna que uma verdade escancarada. Sem se dar conta dessa máxima de vida das sociedades hipócritas, uma juiz federal ousou adiar audiências, ao argumento de que coincidia com o horário dos jogos do Brasil. Pronto! O mundo desabou sobre a sua cabeça. Se mentisse, se escamoteasse, se adiasse o ato alegando qualquer outro motivo, passaria em brancas nuvens. Mas não! Ele ousou falar a verdade! E que ousadia! Eu já paguei – e pago – caro por ser transparente.

Leia, a propósito, a matéria veiculada no Jornal Folha de São Paulo de hoje.

Desembargadores receberam terras públicas aforadas em Barreirinhas

Li no blog do Itevaldo

A Polícia Federal (PF) investiga o sumiço de três de livros de registros de terras públicas da Prefeitura de Barreirinhas, na gestão do ex-prefeito Miltinho Dias (PT/ foto). Os livros desparecidos são os sete, o oito e nove.

O atual prefeito Albérico Filho (PMDB) registrou uma denúncia na Polícia Civil sobre o extravio dos livros, na gestão do seu antecessor. Neles estão registradas todas as áreas de terras públicas aforadas no governo do petista Miltinho Dias.

Miltinho Dias foi eleito prefeito em 2004, quando já estava em vigor – desde novembro de 2003 – o atual Código Civil, onde a enfiteuse foi substituída pelo direito de superfície. O artigo 2.038 da nova legislação impediu a constituição de novos aforamentos e subordinou as que restaram aos princípios do Código Civil de 1916 até a sua extinção.

O ex-prefeito de Barreirinhas, segundo apurou a Corregedoria de Justiça (TJ-MA), teria aforado mais de 1.000 imóveis (áreas) públicos e negociado com desembargadores, juízes e parlamentares estaduais e federais.

A localização dos livros de registro da prefeitura são provas importantes na apuração que a CGJ do Tribunal faz sobre as acusações grilagem de terras, corrupção e abuso de poder contra o juiz da comarca Fernando Barbosa de Oliveira Júnior.

Servidores do Judiciário maranhense foram à prefeitura de Barreirinhas em busca dos livros para identificar e declarar nulos todos os aforamentos feitos pelo ex-prefeito Miltinho Dias, em terras públicas.

Parte das terras aforadas pela prefeitura era ocupada por famílias locais. Os trabalhadores foram expropriados para que as áreas fossem entregues aos desembargadores, juízes e parlamentares beneficiados com a fraude.

Luis Moura de volta à Polícia

Leia esta e outras matéria, igualmente importantes, no Blogue do Colunão, da responsabilidade do jornalista Walter Rodrigues

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, em sessão realizada nesta quinta (13) julgou ilegais os atos de demissão do casal Luís de Moura Silva e Ilce Gabina de Moura Silva, que devem agora ser reintegrados aos quadros da Polícia Civil. Consequentemente, receberão vencimentos acumulados desde a época da demissão, com juros de mora e correção monetária.

Famigerado delegado de polícia, Moura é acusado de muitos crimes, alguns dos quais teria cometido em cumplicidade com Gabina. No final dos anos 90, o casal foi preso, processado e condenado por participação no assassinato do delegado Stênio Mendonça, que na época investigava uma quadrilha de assaltantes supostamente integrada pelos Moura, pelo deputado José Gerardo e pelo empresário Joaquim Laurixto, morto numa emboscada em 2008.

Consta dos autos que eles foram expulsos da Polícia ao cabo de processo adminstrativo relacionado ao assassinato de Raimundo Nonato da Silva, o Borges, prefeito de Poção de Pedras, e terminou por condená-los por improbidade administrativa.

Inconformados, Moura & Gabina impetraram mandado de segurança alegando, entre outras coisas, que a infração administrativa estava prescrita. O juiz da 5ª Vara Cível negou-lhes a segurança, mas o TJ concedeu-a.

Para a relatora do processo, desembargadora Maria das Graças, a prescrição ocorrera apenas para a policial civil Ilce Babina, conforme parecer do Ministério Público. Mas seus colegas Jorge Rachid e Raimunda Bezerra, divergindo dela, coincidiram em que Moura também devia ser reintegrado.

Mãe

Ninguém ama como uma mãe ama.

Ninguém ama – ou amou – como a minha mãe.

Só mãe sabe o que é o amor verdadeiro, por isso posso dizer que a minha mãe sabe o que é o amor verdadeiro.

Só o amor de mãe é eterno e incondiconal.

O amor de mãe é eterno e incondicional; incondicional e eterno é o amor da minha mãe

O amor de mãe é sem par, inigualável, intenso, visceral, pleno, abundante e extremado.

À minha mãe, essa eterna fonte de amor, de bondade e de sabedoria, a minha homenagem pela passagem do seu dia.

Sauáia e Arimatéia vão responder a processo administrativo.

O pleno do Tribunal de Justiça, no dia de ontem, autorizou a abertura de mais dois processos administrativos – contra os juízes Sauáia e Arimatéia. Torço sempre para que o colega prove ser inocente. Observo, todavia, que abomino o espírito de corpo, especificamente quando se cuida de questões éticas e morais.

A propósito, o Jornal Folha de São Paulo, de hoje, traz matéria acerca do julgamento de um processo administrativo contra o Juiz Abraão Sauáia, em razão do qual a temperatura subiu entre o Ministro Peluso e o Conselheiro Neves.

A seguir, a matéria, por inteiro.

Peluso pergunta a membro do CNJ se acha que ele é imbecil.

Interpelação mostra que novo presidente do STF será incisivo em questões internas

Conselho de fiscalização do Judiciário discutia caso de magistrado do MA que deu indenização de R$ 1,7 mi por extravio de bagagem em voo

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em sua primeira sessão na presidência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o ministro Cezar Peluso, 67, discutiu com um conselheiro a ponto de questionar se o colega o julgava um “imbecil”.
O caso revela a mudança no perfil de atuação do presidente do CNJ daqui para frente. Gilmar Mendes, apesar de polêmico ao tratar de temas políticos, costumava interferir pouco nas discussões do conselho.
Já Peluso promete não entrar em bate-bocas externos, mas não deixará de ser incisivo nas questões internas do CNJ e do Supremo Tribunal Federal.
“Senti uma grande diferença na forma de condução da presidência. O ministro Peluso é muito franco em manifestar posicionamento do que ele acha que o conselho deve fazer”, comentou o conselheiro Marcelo Nobre, após a tensão.
O CNJ foi criado em 2005 com a responsabilidade de fazer o “controle externo” do Judiciário. O conselho analisa questões administrativas contra tribunais e juízes e é composto pelo presidente, que é o presidente do Supremo, e 14 conselheiros escolhidos por vários órgãos (Câmara, OAB, Senado entre outros), com mandato de dois anos.
O conselho analisava ontem processo disciplinar contra o juiz do Maranhão Abrahão Lincoln Sauáia, da 6ª Vara Cível de São Luiz (MA), por ter determinado indenização por danos morais de R$ 1,7 milhão a ser paga pela Vasp a um passageiro que teve a mala extraviada.
O relator do caso, conselheiro Jorge Hélio, havia proposto a punição de “censura” contra o magistrado, que, segundo ele, atuou de forma desproporcional ao aplicar um pagamento tão alto à companhia aérea, que hoje não existe mais. Peluso, porém, divergiu do colega.
Argumentou que o juiz não deveria ser censurado naquele momento, já que responde a outros processos no conselho. Para ele, o caso deveria se juntar a outras ações, para que fossem julgados em conjunto.

A discussão
Ontem, Peluso afirmava que o caso da Vasp, visto isoladamente, poderia não ser tão importante se comparado com a “rotina” dos atos praticados pelo magistrado, que pode lhe render uma punição mais dura do que a simples censura.
“[Se analisada isoladamente] pode-se até entender que poderia ser produto de um distúrbio mental do magistrado uma decisão desse tipo”, afirmou.
O conselheiro Marcelo Neves pediu a palavra: “Eu ouso discordar de Vossa Excelência”. Então questionou o presidente se ele acreditava que, de forma geral, uma irregularidade isolada nunca levaria a punição.
Peluso, irritado, respondeu: “Vossa Excelência não me ouviu direito ou, se ouviu, não entendeu”. E continuou: “Vossa excelência está supondo que eu sou tão imbecil e não sou capaz de imaginar que um caso isolado possa provocar fraude?”, questionou Peluso. Neves preferiu não polemizar.
Ao final, todos os conselheiros acabaram concordando com Peluso. Por unanimidade, o maranhense não foi censurado, e o caso será analisado com os demais processos contra ele. (FELIPE SELIGMAN)

Tortura policial

Fato isolado

Morte de um motoboy em São Paulo revela prática sistemática de tortura em um quartel da Polícia Militar

Foi tortura , declarou o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, diante da morte de um motoboy de 30 anos, na zona norte de São Paulo. Teve o mérito, nem sempre comum nas autoridades, de dar às coisas o seu devido nome.
No dia 9 de abril, Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, de 30 anos, discutia com três pessoas: a bicicleta do seu filho tinha sido furtada. Aparece a polícia; leva os envolvidos a um quartel -e não à delegacia. Eduardo Luís estava exaltado; teria tentado agredir um dos PMs.
Poucas horas depois, seu corpo foi encontrado atrás de uma banca de jornais, com hematomas e traumatismo craniano. A família somente o localizou cinco dias depois, no IML.
Providências foram tomadas. Nove policiais militares foram presos, na semana passada, por terem participado do episódio. O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, escreveu uma carta à mãe da vítima, pedindo desculpas pelo crime.

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