Mais uma vez atenção

Não aceitem qualquer tipo de proposta de venda de qualquer produto ou serviço que eventualmente seja feita através do meu blog, que, todos sabem, não visa a obtenção de qualquer vantagem pecuniária. A mim já me foram feitas algumas propostas, todos recusadas, pois não utilizarei esse espaço que não seja apenas para defender as minhas ideias.

Atenção!

Tem acontecido, ultimamente, que palavas dos meus textos tem sido utilizadas como links para defesa de interesses pessoais, como agora se vê com o uso da palavra esperança, no texto anterior (O louco como a Loucura). Estou analisando em busca de solução.

Que fique claro, pois, que a utilização do meu blog para fins não os para os quais o criei, é feita à minha revelia.

Desculpas

O artigo que publique hoje ( Poder de pai), em face da pressa, vez que foi feito hoje pela manhã, no meu gabinete, antes da sessão da 2ª Câmara Criminal,  foi postado com erros graves de concordância. Agora à tarde, revisitando o blog, deparei-me com os erros, que já reparei; pelo menos os que visualizei, pois, imagino, há outros, com certeza

Peço desculpas.

O último dia de um condenado

20120715-Luis_XVI_no_cadafalsoOs excertos a seguir transcritos foram capturados no prefácio de O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO, de Victor Hugo:

“[…]No sul, pelo fim do mês de setembro passado, – não temos bem presente o lugar, o dia, nem o nome do condenado, mas, se contestarem o fato, iremos encontrá-los; cremos que foi em Pamiers, – pelo fim de setembro, vieram buscar um homem à prisão, onde estava tranquilamente jogando às cartas; dizem-lhe que é preciso morrer dentro de duas horas, o que o faz tremer, porque havia seis meses que o esqueciam e ele não contava já com a morte: barbeiam-no, cortam-lhe o cabelo, amarram-no e confessam-no; depois metem-no entre quatro soldados e através da multidão levam-no para o lugar da execução. Até aqui nada de mais simples. É sempre assim, que isto se faz.

Chegado ao cadafalso, o carrasco recebe-o do padre, leva-o consigo, amarra-o sobre a báscula, enfurna-o e deixa cair o cutelo. O pesado triângulo de ferro solta-se com dificuldade e cai rangendo nas ranhuras e – eis o horrível, que começa! – entala o homem sem o matar. O homem dá um grito terrível. o carrasco desconcertado, torna a levantar o cutelo e deixa-o de novo cair. O cutelo morte uma segunda vez o pescoço do condenado, mas não o corta. O paciente ulula, a multidão também. O carrasco torna a içar o cutelo, esperando do terceiro golpe. Nada. O terceiro golpe faz jorrar um terceiro regato de sangue da nuca do condenado, mas não faz cair a cabeça.

Abreviemos. O cutelo subiu e caiu cinco vezes, cinco vezes golpeou o condenado, cinco vezes o condenado uivou com o golpe e moveu a cabeça viva pedindo misericórdia! O povo indignado pegou em pedras e na sua justiça começou a lapidar o miserável carrasco. Este fugiu para debaixo da guilhotina e escondeu-se por detrás dos cavalos dos gerdames. Mas aina não chegamos ao fim. O supliciado vendo-se sozinho no cadafalso, levanta-se sozinho no cadafalso, levantara-se sobre a tábua e em pé, terrível, escorrendo sangue, amparando a cabeça meia cortada, que lhe pendia sobre os ombros, pedia, em fracos gritos, que o viessem soltar. A multidão, cheia de piedade, estava prestes a forçar a fila dos gendarmes e vir em auxílio do desgraçado, que cinco vezes sofrera a sua condenação à morte. Foi nesse momento que um ajudante de carrasco, mancebo de vinte anos, subiu ao cadafalso, disse ao paciente para se voltar para poder soltar e aproveitando a posição do moribundo, que se entregava sem desconfiança, saltou-lhe sobre as costas e pôs-se-lhe a cortar dificilmente o que lhe restava do pescoço com não sei que faca de carniceiro. Isto fez-se! Isto viu-se! Sim

Nos termos da lei um juiz devia ter assistido a esta execução. Com um sinal podia deter tudo. O que fazia então no fundo da sua carruagem esse homem, enquanto se massacrava um homem? O que fazia esse punidor de assassinos, enquanto se assassinava em pleno dia, sob os seus olhos, próximo do seu trem, em frente das vidraças da sua portinhola? E o juiz não foi processado! E o carrasco não foi processado! Nenhum tribunal inquiriu desta monstruosa exterminação de todas as leis sobre a pessoa sagrada duma criatura de Deus! […]”

Pago para ver

Definitivamente, não se faz nada escondido nesse mundo; sobretudo quando o protagonista da presepada é um tolo, um energúmeno, mentecapto do tipo perigoso, personalidade psicopata das que não conseguem disfarçar a sua condição de fronteiriço e que, por isso mesmo, não se dá conta sequer dos que estão nas proximidades ouvindo as tolices que costuma dizer.

Explico. Ainda recentemente, uma pessoa da minha relação pessoal, numa determinada roda de amigos, testemunhou quando um  fronteiriço questionou o meu blog, ameaçando, inclusive, levar a questão ao ministro Joaquim Barbosa. Na visão do mentecapto, desembargador não pode ter blog. É dizer: na visão dele, eu não posso dizer o que penso. Por isso, disse que vai levar o problema para o ministro Joaquim Barbosa. O objetivo: calar a minha voz, me impedir de dizer o que penso. É como se, na visão dele, ainda vivêssemos numa ditadura.

Eu só tenho um receio: que o ministro Joaquim Barbosa, depois de conhecer o meu blog, passe a acessá-lo com frequência, pois decerto constatará, em face dos meus artigos, que, diferente do que se diz por aí, aqui no Maranhão não é só miséria e falcatrua: aqui há também os que pensam e têm coragem de dizer o que pensam.

Está claro que esse cidadão – se é que se pode chamá-lo assim – não conhece sequer a Constituição do seu país.

Nem ele e nem ninguém tem poder de encerrar meu blog; por mais poderoso que ele pense ser.

Podem ter certeza que é mais fácil ele ser internado como louco do que fechar o meu blog.

Faço questão de consignar que será perda de tempo tentar calar a minha voz, mesmo porque não sou irresponsável; e todas as minhas reflexões são feitas no sentido de construir, edificar.

Tenho pena dos que não têm convicção e se incomodam com quem as tem.

Gostaria, sinceramente, de saber por que incomodo tanto.

É preciso compreender que no mundo há espaço para todo mundo e que todo mundo tem o direito de construir a sua história, de dizer o que pensa…

Fico no aguardo da resposta do ministro Joaquim Barbosa sobre o meu blog, se é que o destrambelhado terá coragem de fazer a consulta/denúncia.

Enquanto isso, vou adiante, lendo, refletindo e dividindo o meu pensamento com os leitores que prestigiam o que escrevo.

Lincoln

abraham-lincolnCom a estreia de Lincoln, escrito pelo dramaturgo Tony Kushner e dirigido pelo magistral Steven Spielberg, acho que vale a pena relembrar uma passagem marcante da vida política dos Estados Unidos, que chamo de golpe de mestre de Abraham Lincoln, em face do conflito com o Estados Confederados da América, que consiste no seguinte: No princípio da Guerra da Secessão, os exércitos dos estados do sul obtiveram vitórias, mas, ao longo do conflito, as forças do norte foram impondo sua superioridade militar. Os estados do norte contavam com cerca de 20 milhões de habitantes e indústrias capazes de produzir armas necessárias ao exército. Já os estados do sul tinham uma população de, aproximadamente, 10 milhões de habitantes (3,5 milhões eram escravos) e poucas fábricas de armamentos militares pesados. Em 1863, o presidente Lincoln proclamou a abolição da escravidão. Com essa medida, estimulou os ex-escravos do norte a lutarem contra os exércitos  do sul, além de fazer os escravos do sul se aliarem às tropas do norte(História Global Brasil e Geral, Gilberto Cotrim, 2002)

Tem sido sempre assim

Eu não tenho revisor dos meus textos. Disso decorre que somente depois de publicá-los, mais precisamente no dia seguinte, quando volto à sua leitura, dou-me conta dos erros neles incrustrados. É nessa hora que – ainda não definitivamente – faço as correções. Invariavelmente, tem sido assim. Com um detalhe: todas as vezes que leio o texto deparo-me com novos erros, até que, finalmente, desisto. Com o publicado abaixo ( Às favas a consciência moral) não deve ser diferente. Peço ao leitor que os releve, pois.

Eu, cronista

Nunca me considerei um jurista. Sou um estudioso, mas limitado. Seria uma pretensão descabida, uma vaidade injustificável. Nós não temos o direito de enganar a nós mesmos. Eu sei de mim. Por isso faço essa afirmação, que é muito mais uma constatação. Não sou inteligente! Tenho dificuldades de assimilar as coisas que leio, conquanto admita ter uma especial capacidade de discernimento. Me pego, muitas vezes, lendo o que já li como se fosse novidade. Daí se pode inferir a minha deficiência cognitiva. Não faço, por isso, muito bem o que me proponho. Mas faço com esforço. Os pouco inteligentes têm que ser, pelo menos, esforçados. Magistrados, sobretudo, além dos predicados morais, têm o dever de estudar; estudar muito, registro.Eu procuro fazê-lo, com regularidade, repito, por ter ciência das minhas limitações.

Dia desses, lendo comentários em determinado blog da cidade, deparei-me com o comentário de um leitor,elogiando o meu trabalho, dizendo, dentre outras coisas, que eu sou um jurista criminal da melhor qualidade. Li e fiquei pensando, preocupado, de como as pessoas criam fama, sem merecer a fama. Eu não mereço, definitivamente, o epiteto de jurista. Não sou jurista! Sou um ser voluntarioso, que procura, dentro de suas limitações, fazer bem o que for  possível.  Faço essas ponderações apenas para reiterar que o que gosto mesmo é da crônica. Eu adoraria mais ser respeitado como cronista que como jurista. Me fascina ver a vida passar só para sobre ela e sobre as coisas que se passam diante dela, poder refletir, dizer o que vi e o que senti. Eu estou sempre antenado com o mundo em minha volta. Eu estou sempre analisando, perscrutando, deduzindo, expondo as minhas reflexões acerca das coisas da  comunidade. Gosto disso! Eu um dia, se me for dada a oportunidade, ainda deixo de julgar para  fazer crônicas, apenas.