Eu desaconselho, com veemência, o envio de carta anônima, ou de qualquer outro tipo de objeto com essa mesma característa, para o meu gabinete. A minha história abomina essa prática deletéria, desonesta e covarde de acusar, de desonrar as pessoas.
Categoria: Diversos
Tempo escasso
Tenho tido pouco tempo para postar novas matérias. Espero poder fazê-lo a partir de amanhã, quando terminarei a correção dos votos da sessão da última terça-feira.
Desculpem.
Tributo ao Rei
Roberto Carlos embalou – e embala, ainda – os meus sonhos. Difícil ouvir Roberto Carlos, sem lembrar da primeira namorada, do primeiro beijo, do amasso no portão.
Sofri, chorei, vivi, vibrei, sonhei, cantei, me apaixonei ao som do Roberto Carlos.
Cada detalhe da minha vida foi marcado pelo som das canções de amor do meu ídolo maior.
Ninguém cantou o amor, ninguém falou de amor, ninguém sentiu e transmitiu o amor na intensidade de Roberto Carlos.
Ele faz, sim, parte da minha vida; e da vida de pessoas que vivem – e viveram – muito próximo de mim.
Não sei o que seria do meu romantismo, da minha insensata capacidade de amar, se não fosse possível fazê-lo ao som do meu eterno ídolo.
Exemplo de homem e de cidadão; humildade em pessoa, que chamado de Rei, simplifica a homenagem dizendo, simplesmente:
– Eu não sou rei. Eu apenas sei cantar.
Roberto Carlos não usa de subterfúgios pra falar de amor. Ele, simplesmente, fala de amor. Fala porque sabe o que é o amor, em todas as suas dimensões.
Como se tudo isso não fosse o bastante para admirar Roberto Carlos, ele, ademais, nunca deixou de enaltecer, de prestigiar a família.
Roberto Carlos fez 70 anos. Mas isso é o que menos importa. Os ídolos não morrem e nem envelhecem. Os ídolos, como Roberto Carlos, se eternizam na sua obra.
O tempo passará, inapelavelmente. Todos nós um dia sucumbiremos. Não somos eternos. Eterna é a nossa obra.
Roberto Carlos, por isso, será eterno. Ele jamais será esquecido, ainda que não seja ele a dar vida à sua obra.
Gerações e gerações ainda ouvirão as músicas do nosso eterno Rei.
Gerações e gerações ainda ouvirão falar de amor na intensidade ministrada por Roberto Carlos em suas canções
Como não sou capaz de dizer, em palavras, a admiração que tenho pelo homem e pelo cantor Roberto Carlos, vou tomar de empréstimo o artigo que publica abaixo, de Luis Antonio Giron, da revista Época.
Deleite-se com a leitura do artigo e saiba um pouco quem é o Rei, Roberto Carlos, mesmo que você seja preconceituoso, mesmo que você ache que falar de amor é brega, mesmo que você seja capaz de se emocionar ao som de Chiclete com Banana, Reginaldo Rossi, Calcinha Preta ou Gaviões do Forró; ainda que você seja daqueles que pensam que só é chique, só tem bom gosto musical, quem gosta de Chico, Gal, Betânia e Caetano e Gil.
Abra o seu coração, se desfaça dos preconceitos e vá em frente, afinal, para cada um de nós, ainda que pensemos ter um gosto muito apurado,o que vale mesmo, em termos de música, é a trilha sonora da nossa vida.
Na trilha sonora da minha vida, ainda bem, está Roberto Carlos, nosso eterno Rei, o maior ídolo da música brasileira, em todos os tempos.
A seguir, finalmente, o artigo.
A papel dos insetos na cena do crime
Os peritos criminais, nos Estados Unidos e Europa, ao dirigirem-se ao local do crime, já não se limitam ao exame do cadáver, por exemplo. Eles observam, também, os insetos presentes. É que eles ajudam a elucidar questões relacionadas à morte violenta, maus-tratos e sequestros. Saiba por quê.
A mosca, da espécie chrysmya albiceps, é útil nos casos em que o corpo já está em estado avançado de decomposição. Os peritos capturam essa mosca no local do crime, e analisam o sistema digestivo dela. A presença de certos elementos, como chumbo ou esperma, indica que a vítima foi baleada ou sofreu violência sexual.
O besouro, da espécie dermestes maculatus ajuda a desvendar a causa da morte – se a vítima ingeriu alguma substância venenosa, por exemplo – e a identidade do cadáver, já que é possível encontrar DNA da vítima em seu sistema digestivo.
A formiga, da espécie solenopsis saevissima, a vespa, da espécie polybia paulista, o mosquito, da espécie culexsp, dentre outros, também têm auxiliado a perícia.
Leia mais, na revista Superinteresssante, que está circulando este mês, de onde a matéria foi capturada.
Com a palavra o eleitor
A propósito da proposta de novo plebiscito sobre desarmamento.
“Só acreditarei em políticas públicas que pregam o desarmamento depois que todas as autoridades deste país abirem mao de seus seguranças armados, desarmarem o MST e o tráfico de drogas e acabarem com o comércio ilegal de armas. Desarmar o cidadão de bem é fácil. Quero ver é desarmar a bandidagem”
Izaltino Fonseca Soares, Rio
“O problema que o Estado não quer ver é que os crimes, em sua maioria, são cometidos por marginais que não possuem armas legais e, muito menos, porte de arma. Poucos cidadãos, hoje, possuem armas legalizadas ou porte.[…] Vamos parar de hipocrisia e encarar que proibir as armas de origem legal apenas favorece os bandidos, que continuarão a obtê-las ilegalmente[…]”
Sérgio Corbal, Rio
A nossa credibilidade está no fundo do poço
Todas as vezes que se noticia alguma coisa envolvendo o Tribunal de Justiça do Maranhão os leitores dos blogs aproveitam a ocasião para soltar os cachorros contra o Tribunal de Justiça do Maranhão.
Vejo, agora mesmo, no blog do Itevaldo, na matéria que trata da representação formulada contra uma colega, comentários os mais desairosos contra o Tribunal de Justiça do Maranhão.
A sensação que tenho, lendo referidos comentários, é que a nossa credibilidade é nenhuma.Isso é grave! Muito grave mesmo!
Eu, de minha parte, a única coisa que posso dizer, é que nunca contribui com o meu voto para que nenhum juiz fosse aprovado no tapetão.
E digo mais: sei que ninguém conta comigo para essa finalidade.
Mas seria bom se os que fazem tanta acusação tivessem coragem de levar o fato ao conhecimento do CNJ, ou mesmo na nossa Ouvidoria.
O certo é que acusam, achincalham, agridem, soltam os cachorros, mas coragem que é bom, nada.
Lágrimas, consternação e dor
Ontem, pela primeira vez, vi, na televisão, as cenas do massacre de Realengo – e o enterro de algumas vítimas. Não pude fazê-lo antes, em face de compromissos. Não resisti. Chorei. Estava na companhia do colega José Bernardo, em Porto Alegre. Senti uma fortíssima emoção. Lembrei dos meus filhos, especialmente da minha filha. Telefonei para minha casa, imediatamente após assistir ao telejornal da Globo. Falei com ela- com minha filha. Senti um certo alívio. Mas ela me disse que ia sair. Ia a um aniversário. Pedi a ela todo cuidado. Ela me prometeu que teria. Não foi suficiente. Deitei tomado de angústia e preocupação. Tomei um remédio. Dormi por volta da meia-noite. Acordei algumas vezes. Voltei a lembrar das cenas de tristeza por ocasião do enterro das vítimas de Realengo. Custei a dormir novamente. Mas dormi, para, poucos minutos depois, acordar para viajar. Estou em casa agora. O coração? Quase em paz. Ainda sofro com a dor dos pais das vítimas. Não tive coragem de assistir, hoje, aos telejornais. Não tenho a capacidade de ficar indiferente. Os rostos dos inocentes, ao fim do jornal da Globo, estão gravados em minha retina. Quantos sonhos destruídos! Quanto dor! Quanta emoção! Eu não suportaria. Filho não devia morrer antes do pais. Não há dor maior! É o mesmo que morrer junto. Sei que não suportaria tanta dor. Por que que tem que ser assim? Por que logo elas, na flor da idade, com uma vida pela frente? Por que o destino reserva tanta dor a determinadas pessoas? Qual a explicação?!
Crimes de ódio
Os crimes de ódio contra nordestinos, homossexuais, negros e judeus cresce de forma assustadora, de tal sorte que, às vezes, estando no Sul do país (Porto Alegre) a gente chega quase a supor – penso que equivocadamente – que estamos sendo vítimas de algum um tipo de discriminação; por sermos nordestinos: eu e o colega José Bernardo, que, registro, tem suportado, estoicamente, a minha companhia.
Contraditoriamente, ontem, estando no Shopping Iguatemi, nos encontramos – eu e o desembargador José Bernardo, claro – com um dos palestrantes – com sua esposa, Aldacy Rchid Coutinho – , Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, professor titular de Direito Processual Penal na Universidade Federal do Paraná, os quais fizeram elogios desmedidos ao conterrâneo Agostinho Marques.
Claro que pode parecer um caso isolado, porque, afinal, tratávamos de um gênio.
Todavia, ainda assim, ao que pude sentir, eles – pelo menos eles – não deixaram transparecer que tenham algum tipo de aversão a nordestinos.
E não podia ser diferente, afinal são dois eméritos professores, acostumados a lidar com a divesidade racial.
Mas o certo é que os crimes de ódio estão se disseminando de uma forma assustadora.
Quem não recorda da frase de uma adolescente, na internet – ” Nordestisto(sic) não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!” – , depois a eleição de Dilma Rousset?
A delegada Margaret Correa Barreto, da Delegacia Especializada na investigação de crimes contra negros, homossexuais, judeus e nordestinos na internet, em São Paulo, afirmou, a propósito:
“O problema é que o crime de ódio tem características de onda. Depois da repercussão daquele caso (refere-se ao caso da adolescente paulista) , ocorreu um tsunami de manifestações antinordestinos na internet”
Segundo o jornal Folha de São Paulo, edição de 03 do corrente, um passeio no Orkut permite encontrar manifestações do tipo que ” uma bomba seja despejada na África” ou propondo o “estupro corretivo de lésbicas”.
O mais grave é que, segundo a mesma Folha, os autores dessas manifestações ficam orgulhosos quando são flagrados e presos pela polícia, porque, assim, demonstram sua devoção à causa.
Segundo a mesma delegada:
“Tivemos o caso de um skinhead que, flagrado quando ia atacar uma vítima, foi detido e trazido ao Decradi. O rapaz estava eufórico. Dizia que, enfim, conseguira se igualar ao irmão e teria um quadro no quarto com seu próprio BO por agressão”.
Voltarei a tratar da questão com mais vagar.
