O que eles disseram

Polícia
“Cabem alguns esclarecimentos sobre a carta publicada por alguns membros da Defensoria Pública de São Paulo (“Painel do Leitor”, ontem). Não se discute a gravidade da situação envolvendo a escrivã de polícia, o que se prova pelo vídeo divulgado na mídia. Mas isso não autoriza o discurso imaturo dos defensores, chamando a atenção para que os “cidadãos saibam de que são capazes as instituições que existem para proteger seus direitos”. O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Civil possuem um digno histórico de bons serviços prestados à população. Falhas existem em toda e qualquer instituição e, acredita-se, também, na Defensoria Pública. Os defensores que assinaram a carta deveriam saber que não se constrói uma instituição semeando terror e desconfiança.”
RODRIGO CÉSAR COCCARO, promotor de Justiça (São Paulo, SP)

A repercussão do meu pensamento

Recebi, hoje, o seguinte e-mail,  de Curitiba:

“Meu nome é Alvaro e sou aluno da Turma 1DICN de Direito da Unibrasil em Curitiba no Paraná.

www.unibrasil.com.br

Criamos um espaço para os alunos e professores no site www.direitounibrasil.com.br onde postamos uma série de informações como

jurisprudencias
termos em latim
artigos
arquivos
materias de aulas
documentos juridicos
albuns de fotos
sumulas vinculantes
leis
mensagens
scraps
entre outras utilidades

Gostaria de sua autorização para compartilhar seus textos em nosso site, frisando que sempre será indicado a autoria e origem do texto.

Podemos ?”

O meu blog tem percutido nacionalmente.  Pelo menos 30(trinta)   blogs – quanto tiver tempo os nominarei –  publicam os meus artigos, além de um diário de notícias,  de Pelotas. Para minha felicidade, até blog da Folha On line já publicou matéria da minha autoria.

Fico honrado com a repercussão do que escrevo.

O que eles disseram

“Estarrecedoras as imagens em que uma escrivã de polícia é revistada por homens em uma delegacia. Detalhe: a presepada foi feita (e filmada) sob as ordens da Corregedoria da Polícia Civil -que tem por incumbência zelar para que policiais atuem dentro da lei- e chancelada pelo Ministério Público -que tem como dever fiscalizar o trabalho da polícia e que não vislumbrou indícios de abuso de autoridade na conduta dos envolvidos.
Não nos esqueçamos também do Judiciário, que concordou com o pedido de arquivamento do inquérito. É bom que cidadãos saibam de que são capazes as instituições que existem para proteger seus direitos. Lembremos: a cidadã que foi aviltada em sua dignidade era uma policial; imaginemos agora o que acontece nas periferias afora, com cidadãos ‘comuns'”.
MÁRIO HENRIQUE DITTICIO, RENATO CAMPOS PINTO DE VITTO, ADENOR FERREIRA DA SILVA e JULIANA GARCIA BELLOQUE, defensores públicos (São Paulo, SP)

Frase para não ser esquecida

“[…]Anoto, com pesar, a ausência do meu pai, que escolheu, há mais de trinta cinco anos, viver sozinho, distante de sua família, optando, spont sua, por não ser o meu herói, por não ser a minha referência, por não ser o meu guia.
Mas quero que ele saiba, nesta oportunidade, que a sua lembrança, para mim, tem sido uma constante e que estou a esperar, sinceramente, que o tempo não o roube de mim, sem que eu tenha a oportunidade de dizer-lhe que, apesar de tudo, nunca deixei de amá-lo. Quero que ele saiba que o amor de um filho para com os pais não morre, ele apenas adormece e que ainda há tempo de despertar!
Eu tenho dito, repetidas vezes, que eu queria muito ter um pai pra chamar de meu, para dele me ocupar, para ouvir os seus queixumes, as suas desventuras, para ajudar-lhe a sarar as feridas, segurar as suas mãos, para conduzi-lo, enfim, por esta vida a fora, dando a ele a proteção que ele, infelizmente, a mim e aos meus sete irmãos negou, quando nos era mais necessária a sua presença.[…]”

Excerto relevante do meu discurso de posse

A pistola de “Salsichão”

“O vendedor Sérgio Almeida, o “Salsichão”, condenado por estupro e hoje foragido, escreveu um habeas corpus que chegou ao STF(Supremo Tribunal Federal). Nele, pede que os ministros diminuam  sua pena por atentado violento ao pudor – ele obrigou a vítima a fazer sexo oral. E diz, em seu argumento: ‘ O sexo oral funcionou como munição para que o paciente pudesse disparar o gatilho de sua pistola[…]Com Vossas Excelências não funciona assim?'”

Relatora do caso, a ministra Carmém Lúcia escreveu em seu despacho que a peça era ‘confusa e ininteligível’, com ‘dizeres desconexos e censuráveis’ e que deveria ser arquivada”

Fonte: Mônica Bergamo, Folha de São Paulo de 18 de fevereiro de 2011

Com a palavra, o eleitor

“Com que autoridade moral nossos políticos discutem aumento de 10% no salário mínimo, quando aprovaram em regime de urgência e em poucas horas seus respectivos aumentos de 65%. […] Não é hora de uma mobilização daqueles que trabalham todos os dias  para exigir que o aumento dos deputados seja idêntico  ao do salário mínimo votado?”

Luciano Vicente de Medeiros, Rio de Janeiro

“Mais uma vez, os deputados maculam o Congresso Nacional. Dois fatos chamaram  a atenção na semana passada: a indicação de João Paulo Cunha  para presidir  a importante CCJ e a sessão que durou todo o dia para a votação do salário mínimo. Nada demais, se o deputado indicado não fosse réu no processo do STJ e os deputados, tão diligentes com o dinheiro público, não tivessem aprovado o aumento absurdo dos seus vencimentos, sem discussão, na calada da noite, em menos de uma hora”

Gerson da Silva Monteiro, Sorocaba, SP

Fonte: O Globo, do dia 18 de fevereiro de 2011