Com a palavra, o eleitor

Excelente a indicação do ministro Luiz Fux para o STF, pela presidente Dilma. Em suas primeiras palavras, após aprovação pelo Senado, defendeu o julgamento rápido de crimes de grande repercussão. Sugiro começar pelo escárnio à Justiça do réu confesso Pimenta Neves. Que se conceda aos pais da jornalista Sandra Gomide, covardemente assassinada, ver ainda em vida a justiça ser feita. Por ser uma caso emblemático, traria alento à sociedade.

Gabriel Figueiredo Padilha, Rio de Janeiro

Realmente a punição dos delinquentes não é uma vingança, mas o exemplo condicionador de que quem delinquir será punido. E nada melhor para este efeito do que não relegar ao esquecimento os casos de grande repercussão. Entra Luis Fux numa prova de fogo ao ter que desempatar a ficha suja do caso Battisti. Esperamos que seja uma aragem boa a influenciarpositivamente o desempenho do STF, que ter perdido prestígio exatamente por escorregar em preceitos que Fux defende.

Carlos Antonio Nogueira Filho, Rio de janeiro

Um deputado americano  renunciou após ter fotos sem camisa e mensagens com uma mulher que não é sua mulher divulgadas na internet.  Na Inglaterra, um deputado  apropriou-se de reembolso irregular de despesas, no valor de R$ 22,3 mil, mas aguarda condenação. Que diferença para a terra de Macunaíma, em que um parlamentar obteve reembolso de despesas com motel e ainda foi nomeado ministro do Turismo. Definitivamente, cá não é como lá.

Hélio de Lima Carvalho, São Paulo, SP

Fontes: O Globo e Folha de São Paulo  do dia 11 de fevereiro de 2011

E Lico foi embora

Luiz Cláudio Santana, o Lico, traficante condenado a 141 anos de prisão, chefão do tráfico de entorpecentes em Niterói, precisou ser operado de uma perna. Ante a inexistência de hospital penitenciário (mais uma omissão do estado), foi beneficiado com a prisão domiciliar e, nessa condição, internado num hospital particular.  Operado e recuperado, seu médico particular, que não sabia de sua condição de presidiário, lhe deu alta. Lico, sem titubeio, sem vigilância, como um cidadão qualquer, convalescido, deixou o hospital e tomou rumo ignorado.

Que tal?

As propostas de Peluso

Não tenho dúvidas de que as propostas do ministro Peluso, sobretudo no que concerne ao efeito suspensivo dos recursos especial e extraordinária e diminuição do número de recurso, sofrerão críticas acerbas  dos advogados, pois elas, com certeza,  abreviarão o tempo dos processos. Não se perca de vista que essas mesmas medidas podem levar à conclusão de que com elas se estabeleça a ditadura do 2º grau,

Em tempo: A OAB  entende que a morosidade da Justiça deve-se à má gestão e não ao número de recursos.

Agora, é esperar pra ver.

Sabatina do ministro Luiz Fux

O ministro Luiz Fux, por ocasião da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do senado federal, afirmou, dentre outras coias:

“Os juizes trabalham incansavelmente. Ocorre que as liturgias processuais não podem ser suprimidas, porque todos têm o direito ao devido processo legal. Há alguma coisa errada. E a coisa errada não é o Judiciário, porque temos que cumprir a lei. Temos que criar instrumentos legais para evitar esses malefícios da duração do tempo dos processos”.

Entendo que um dos grandes problemas do Poder Judiciário, diferente do que disse o ministro, pelo menos no Maranhão, é exatamente o descumprimento da lei por parte de alguns magistrados. A lei, por exemplo, determina que o magistrado fixe residência na sua comarca,  todavia, de regra, isso não ocorre. É dizer: se os magistrados cumprissem as leis, rigorosamente, pelo menos no que se refere ao tempo de permanência junto aos jurisdicionados, as comarcas seriam mais bem assistidas, disso resultando que os feitos seriam mais rapidamente impulsionados.

Reconheço que há, sim, magistrados que dão assistência integral  a comarca.. Todavia, o correto mesmo seria que todos fixassem residências em sua comarca, sem exceção.

É claro que a questão da morosidade do Poder Judiciário  não é tão simples assim; não se resume apenas a ausência dos magistrados da sua comarca. Mas, convenhamos, com um pouquinho mais de dedicação poder-se-ia responder as demandas judiciais com mais celeridade.

Segurança pública é dever do estado

O estado não tem o direito de se omitir quando a questão é segurança pública. Ainda que a minha casa seja guardada por seguranças particulares, o estado não se desobriga de me fornecer segurança.

Ainda recentemente, as câmaras de segurança do meu condomínio flagraram um assaltante, por volta das 23h30, entrando em nosso condomínio, armado (tudo indica) com uma escopeta. Em seguida, o assaltante entrou num dos apartamentos do 1º andar, de lá subtraindo dois computadores.  O estado, é, sim, o responsável pela subtração. Não pode se omitir de cuidar da segurança do meu condomínio, ainda que um aparato de segurança particular nele tenha sido instalado.

Depois do assalto à residência do ex-secretário de segurança pública do estado de São Paulo,  Saulo de Castro,  o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marcos Carneiro de Lima saiu com essa pérola: “É responsabilidade da polícia combater o crime, mas também é da sociedade. Nessa região aí (onde houve o assalto) temos diversos vigilantes. Se eles recebem dinheiro dos moradores para fazer segurança, essa segurança tem que ser efetiva…”

Em outras palavras: para sua excelência, a segurança deve ser mesmo privatizada. É dizer: pagamos impostos e ainda temos que cuidar da segurança pública.

É muito engraçado!

Com a palavra, o eleitor

“Alguns fatos que observamos na mídia servem para demonstrar por que convivemos com tantos problemas sem solução em nosso dia a dia. Na hora em que muitos torcedores de futebol, ao invés de canalizarem toda a sua revolta contra os jogadores de seu time, direcionarem essa mesma energia e indignação contra os políticos corruptos de nosso país, que aumentam o seu salário de forma absurda e desviam recursos da saúde e da educação, o Brasil será um país melhor, onde seu povo saberá distinguir o que é importante para sua vida do que é só uma diversão de momento”

Marco Aurélio Chaves, Rio

“É incrível como diante de tantas e constantes evidências de desvio de dinheiro público,divulgadas com detalhes pela imprensa, não se observe qualquer iniciativa dos poderes públicos ( Executivo, Judiciário e Legislativo) no sentido de rastrear os fatos denunciados e, comprovados os descalabros, punir os envolvidos. Será que estão esperando que os mesmos assinem espontaneamente suas confissões para agirem? Com a palavra o Ministério Público”

Alberto Figueiredo, Niterói, RJ

Fonte: Jornal  O Globo, de 08 de fevereiro de 2011