Intimidade personalíssima

Imaginem os senhores se a nós, enquanto seres racionais, não fosse reservado um espaço privado, de intimidade personalíssima, para nele depositar, sem que ninguém se dê conta, as nossas agruras, os nossos mais cortantes  e profundos sentimentos – a saudade e o amor, por exemplo.

Imaginem como seria a vida se pudéssemos ler o pensamento das pessoas, se as pessoas pudessem, como num passe de mágica, penetrar no nosso inconsciente e ver lá depositados os nossos valores, os nossos recalques, as nossas frustrações, os nossos medos, os nossos desejos, as nossas perspectivas, os nossos sonhos, a nossa ansiedade, os nossos mais nobres sentimentos, as nossas expectativas,

Imaginem, agora, se, ademais, esse espaço, estritamente privado, além de vulnerável,  não fosse  um indiferente ao Direito.

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