Na verdade, somente hoje reiniciei as minhas atividades. Estou com muita esperança de que, agora, com dois oficiais de justiça, vou poder produzir mais.
No início do dia me reuni com a minha Secretária Judicial e com a minha assessora. Nesse oportunidade reiterai a minha expectativa de que trabalhemos unidos, em paz. Reiterei a elas a importância de se administrar e aceitar as nossas idiossincrasias, as nossas diferenças. É muito importante que saibamos aceitar e respeitar as nossas individualidades. Entendo – e tenho pregado – que somente unidos, cada um respeitando a individualidade dos outros, teremos condições de atender a contento os nossos jurisidicinados. É preciso, sob a minha visão, que construamos um ambiente de solidariedade, amizade e cortesia. Unidos, sob as mesma aspirações, podemos servir melhor à coletividade. Não gosto e não aceito trabalhar em um ambiente hostil. Quero e luto para que todos trabalhemos sob o signo da união. Nesse contexto incluo os representantes ministeriais e o Defensor Público, profissionais que, no dia-a-dia, estão muito próximos de nós.
Continuo pregando, com sofreguidão, a necessidade de que dispensemos aos nossos jurisdicionados o melhor tratamento. Não aceito que qualquer cidadão, seja o mais vil dos meliantes, deixe de receber tratamento humano e decente na sétima vara criminal. Espero que o meu exemplo sirva de norte para os meus funcionários. Quando respondo às cartas a mim enviadas pelos acusados, o faço por entender que todos eles, seja de que matiz for, merecem o meu respeito, a despeito do crime que eventualmente tiverem cometido. É assim que trabalho; é assim que decido. Essa docilidade, essa pregação não me fazem pusilânime, pois que, quando necessário, sei agir com rigor.
Auguro, pois, no meu retorno, que, nesse resto de ano, trabalhemos sob o signo da paz.