Vida real

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No dia 04 de agosto de 2005, por volta das 23h30, na Praça Deodoro, nesta cidade, dois desocupados – F.F.C. F e R.N.S.D – ingeriam bebida alcoólica. Estavam que era uma animação só. Bastaram umas duas caipirinhas e já estavam pra lá de Bagdá.

Mas o dinheiro acabou; e eles pretendiam continuar a farra, afinal, ninguém de ferro.

O que fazer, então diante desse impasse? Parar de beber? Ir para casa?

-Não, ir para casa jamais, disse F.F.C.

– Qual a solução, então. indagou R.N.S.D?

-Assaltar, moleque!

Pronto!A decisão estava tomada! Assaltar era a solução! A solução mais simples! Agora era só escolher a vítima! E ela não tardaria a aparecer.

A primeira pessoa que aos olhos deles fosse suscetível de ser assaltada, o seria, pouco importando que fosse homem ou mulher, criança ou adulto, sadio ou enfermo.

Com essa determinação, armaram-se de facas, para, em seguida, eleita a vítima, assaltarem R.C.C.C., de quem subtraram, com ameaça de morte, a bolsa tiracolo, contendo sessenta e cinco reais em espécie, e mais outros pertences.

Concretizado o crime, agora era só comemorar, prosseguir com a farra, bruscamente obstada pela falta de grana; e grana, agora, já não era problema.

De posse da bolsa, sairam os dois, de cara lavada, debochados, sem a menor cerimônia, para continuar a farra com o dinheiro alheio, fruto do trabalho de uma cidadã de bem.

Foram presos, logo em seguida, ainda de posse da bolsa da vítima.

Estão sendo julgados agora. Já analisei as provas. Não escaparão da condenação.

Produtividade

Por razões que desconheço, meu nome nunca figurou nas listas dos juizes que alcançaram 100% de produtividade.
Eu tinha decidido que não reclamaria, por entender que não tenho mais o que provar, em face da minha história de dedicação à Magistratura.
Ocorreu, entrementes, que a omissão do meu nome, também no mês de outubro, na lista recentemente divulgada, causou desconforto entre os meus funcionários, todos tão abnegados quanto eu.
Diante dessa situação, decidi reclamar. E a reclamação surtiu efeito. Tanto que acabo de ler na intranet a seguinte retificação:

01/12 – Nota de Retificação

Em atenção à lista de juízes mais operosos do mês de outubro, publicada no site da Assessoria da Corregedoria – Ascom CGJ, no dia 26 de novembro, não constou, equivocadamente, o nome do magistrado JOSÉ LUIZ OLIVEIRA DE ALMEIDA, titular da 7ª Vara Criminal do Fórum de São Luís, que alcançou nos meses de setembro e outubro deste ano, respectivamente, os percentuais de 2240% e 333%, conquistando a 2ª e a 13ª colocação nas listas.

A propósito da matéria postada no blog O Parquet

Li, ainda há pouco, uma matéria postada no blog do estimado Juarez Medeiros, na qual faz menção às minhas inquietações, em face da omissão do Ministério Público.

Devo dizer, a próprósito, que já denunciei o fato, por escrito, ao Corregedor-Geral de Justiça e este, por sua vez, já o levou ao conhecimento da Excelentíssima Corregedora-Geral do Ministério Público.

O fato, portanto, já saiu do âmbito da 7ª Vara Criminal e ingressou na esfera administrativa da Corregdoria-Geral do Ministério Público, que, fui informado, acaba de fazer uma correição na 23ª Promotoria, tendo, certamente, constatado que as acusações que fiz são mais que verdadeiras.

Reafirmo que, alfim da Meta II, vou relacionar – aliás, já estou elaborando essa relação – todos os processos que estiveram em poder do Ministério Público, cujos prazos foram excedidos, injustificadamente, apenas para reafirmar que não estou sendo leviano.

Reafirmo o que disse anteriormente: não fosse a omissão do Ministério Público, especialmente da 23ª Promotoria, há muito ter-se-ia encerrado a Meta II. Ou, pelo menos, muito próximos estaríamos do final. Se ainda nos faltam cerca de 35 processos para julgamento, a culpa é toda do Ministério Público, conquanto não possa obscurecer a contribuição positiva que tem dado, nos dias atuais, o Dr. Orlando Pahceco.

Muitos foram os processos da 23ª Promotoria cujos prazos se excederam e que só agora estão sendo cumpridos pelo Promotor da 7ª Promotoria, a quem acusei, noutra feita, de ter pouca afeição ao trabalho, mas que, agora, é que tem nos ajudado, sem medir esforços; apenas cumprindo a sua abrigação, nada mais que isso, por isso o registro é até desnecessário.

A questão é singela: se o Ministério Público, de posse dos processos para ofertar as alegações finais, não o faz, como pode a defesa fazê-lo? E sem que sobrevenham as alegações finais da defesa, como posso prolatar decisão.

Mas que, fique claro, não sou injusto. Quando aponto a omissão do Ministério Público, não deixo de reconhecer quando age com desvelo. Mas agir com desvelo é obrigação, razão pela qual não se deve sequer consigar o fato.

Rita Hayworth e a passagem implacável do tempo

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No domingo passado, dia 29, assisti Gilda, filme de 1946, estrelado por Rita Hayworth. Confesso que o que me impulsionou a fazê-lo foi a beleza da protagonista. Não estava muito interessado no tema.
Filme na tela, em preto e branco, esperei, com ansiedade, o momento no qual apareceria a bela.,.Com quase 20 minutos de filme, finalmente, ela aparece: belíssima, estonteante, deslumbrante, saboreando um cigarro, que, no caso dela, ficou um charme só.
Em face do que vi, foi inevitável constatar o óbvio: que o tempo é implacável e que, afinal, todos nós, alfim e ao cabo, teremos o mesmo fim, mais cedo, menos cedo.
Rita Hayworth, conquanto bela, famosa e cortejada, abandonou o cinema em 1972 e pouco depois começou a sofrer do mal de Altzheimer, doença que a fez sofrer de depressão e alcoolismo, e que a levou ao falecimento em 1987, antes de completar 69 anos.
Fica a lição: não existe nada que dure para sempre, pois o tempo é, definitivamente, implacável.

TJ-SP suspende prazos processuais no fim do ano

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O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o pedido de férias de advogados e decidiu suspender os prazos processuais do dia 21 de dezembro de 2009 a 6 de janeiro de 2010. O Conselho Superior da Magistratura paulista editou o Provimento 1.713/09 para atender ao pleito da OAB-SP, da Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Todo ano as entidades representativas da classe dos advogados se reúnem para pedir à Justiça Estadual paulista a suspensão dos prazos. Este ano, o trabalho junto à diretoria do TJ começou em outubro. O provimento aprovado proíbe a publicação de acórdãos, sentenças, decisões e despachos, bem como a intimação de partes ou advogados. A exceção vai para as medidas consideradas urgentes e aos processos penais em que réus presos estejam envolvidos.

“Sem dúvida, o provimento atende ao pleito da OAB-SP, Aasp e Iasp, que buscaram assegurar um período de férias aos advogados, uma vez que juízes, promotores e serventuários da Justiça gozam de férias anuais”, disse o presidente reeleito da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso.

Apesar da Emenda Constitucional 45 ter vedado as férias coletivas nos juízos e tribunais, tramita no Senado um projeto de lei (PLC 6/2007), que prevê o feriado forense e a suspensão dos prazos.

A legislação brasileira assegura aos juízes 164 dias de folga, considerando férias, finais de semana, além dos feriados e suas emendas. Se o projeto virar lei, os dias de descanso sobem para 178. Com isso serão 187 dias trabalhados, 42 a menos que o Poder Executivo, por exemplo, que tem 30 dias de férias ao ano, goza dos mesmos feriados que o cidadão comum, além do descanso semanal remunerado de lei.

Calcula-se que dos 200 mil advogados inscritos na OAB-SP, 120 mil estão efetivamente na ativa. Destes, a maioria, cerca de 80 mil, atua em pequenos escritórios que precisam de um período de descanso pela impossibilidade de revezamento de seus integrantes.

Em 2005, mesmo ano em que começou a funcionar, o Conselho Nacional de Justiça aprovou a Resolução 8, permitindo o funcionamento da Justiça Estadual em esquema de plantão de 20 de dezembro a 6 de janeiro. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Fonte: Consultor Jurídico

(http://www.conjur.com.br/2009-nov-30/tj-sp-suspende-prazos-processuais-21-dezembro-janeiro)

Fonte:

Quase jogando a toalha

Retornei a trabalho no dia de hoje. Iniciei o dia reavaliando os processos da Meta II. Nenhuma surpresa. Estão atrasados, inicialmente, por culpa exclusiva da 23ª Promotoria de Justiça; depois, por culpa de alguns advogados.

Os dados acerca da omissão do Ministério Público e dos advogados serão levados ao conhecimento de quem de direito.

Tivesse o Ministério público devolvido, a tempo e hora, os processos que recebeu com vistas, muito provavelmente estariam todos julgados; o mesmo se diga acerca dos processos em poder de advogados.

Incontáveis foram os telefonemas disparados pela minha secretaria – às suas expensas, registre-se – objetivando a devolução dos processos, quase todos debalde.

Diante dessa situação, falta muito pouco para que jogue a toalha. Mas vou reagir.

Vou voltar ao tema, com dados estatíscos.

Na adversidade

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Norma Harrison enfermeira da Marinha Norte Americana, de 24 anos, nascida em Mansfield, Ohio, foi enviada para Iwo Jima, durante a 2ª Guerra Mundial. A sua especialidade era tratar de ferimentos de combate dentro de aviões.

Norma Harrison relatou que, com a sua chegada ao campo de batalha, os soldados americanos ficram perplexos, eletrizados, com a presença de uma mulher.

Um dos soldados, diante do inusitado, indagou de norma se ela tinha batom. Sim, respondeu Norma, cogitando sobre o motivo da pergunta.

– Será que você poderia colocar um pouco, por favor? Gostaria de ver uma mulher passando batom, apelou.

Do episódio acima narrado fica, mais uma vez, a lição: somente diante de uma adversidade as pessoas aprendem a dar valor às coisas mais simples.

Fonte:A Conquista da Honra, de James Bradley, Ediouro, P. 247

Segredos, só os de alcova

Nós, homens públicos, devemos ter uma postura que nos permita nunca estar sob qualquer ameaça de chantagem.

Segredos na vida de um homem, desde a minha compreensão, só os de alcova, posto que inevitáveis. No mais, no dia a dia, no trabalho, com os amigos, com os demais parentes, com os vizinhos e com quem mais seja, as coisas devem ser tratadas às claras, sem subterfúgios.

Estar nas mãos de alguém, sujeito a ser chantageado, é o que de pior pode acontecer na vida de um homem, máxime se esse homem exerce múnus públicos.

Na primorosa obra de de Eça de Queiroz (Primo Basílio), Luisa, aproveitando-se da ausência de seu dedicado esposo, que viajava a trabalho, terminou por iniciar um romance com Basílio. Todavia, pagou um preço elevadíssimo. Não só em face da traição, mas porque foi descoberta pela criada Juliana, que disso se aproveitou para extorqui-la e, no mesmo passo, infelicitá-la.

O segredo de Luisa, bem se pode ver, destruiu a sua vida e de sua família.

Você que gosta de uma traquinice , não esqueça de que, mais dia menos dia, as bandalhas podem deixar as quatro paredes, para se tranformarem numa tormenta, capaz de destruir a sua reputação , com reflexos danosos para sua própria família.

Não há mal que dure para sempre; não há bandalheira que um dia, ainda que seja após a morte, não chegue ao conhecimento público.

Cuidado, amigo!